Viajar pelo Sri Lanka de trem

Viajar pelo Sri Lanka: uma aventura que seria trágica se não fosse cômica!

Uma coisa é fato: viajar pelo Sri Lanka não é para os fracos! Deslocar-se pela a ilha de transporte público é uma aventura digna de filme com toques bollywoodianos de drama e humor.

Viagens de trem de pouco menos de 200km em 6 horas, vagões quentes e velhos (tem ventilador de teto que mal funciona, isso quando funciona!), cadeiras que não reclinam, vendedores ambulantes a cada 5 minutos oferecendo alguma coisa muito estranha para você comprar para comer, muita gente em um mesmo espaço, pessoas olhando para você com um ar de curiosidade e MUITO calor.

E o trem anda tão devagar, mas tão devagar, que é quase possível descer dele para comprar algo na beira dos trilhos e depois subir novamente. Enquanto isso, a “turistada” disputa um local nas portas saídas dos trens para poder ficar sentada ali, com as pernas de fora do vagão.

Os turistas, principalmente europeus e asiáticos (estes, predominantemente chineses e japoneses), fotografam tudo que passa pela frente: pessoas, comidas, paisagens ou qualquer outra coisa que seja diferente. No começo, eu também fotografei, mas depois fui me cansando com aquela demora, com o calor, com a dor nas costas, enfim, a viagem é muito desgastante que chega uma hora em que até mesmo o simples ato de fotografar se torna cansativo.

Apenas mais um início de uma longa viagem de trem

Mulheres vestindo sári, homens de sarongue, muitas pessoas com a terceira visão estampada na testa; alguns nem disfarçavam quando olhavam pra gente. E eu também tentava disfarçar ao olhar para eles, mas talvez nem sempre tenha conseguido. Os cingaleses, no geral, têm características físicas que chamam muito a nossa atenção: pele muito escura, cabelo  escuro e liso e nariz fino. É um tipo físico que nunca tinha visto em outro lugar.

Quando eu achava que já tinha visto muitas cenas interessantes durante a viagem de trem, uma senhora abre um saco e começa a fazer o seu lanche: arroz com curry. Devora a comida com as mãos como se estivesse comendo a coisa mais gostosa do mundo – talvez fosse, né? As mãos estavam completamente sujas e ela estava tão satisfeita que não deixou um único grão de arroz.

A brasileira aqui, super higiênica, fica só pensando como ela iria limpar as mãos. Vai um lenço umedecido aí?

Que lenço que nada! Ela pega uma garrafinha de água e se debruça na janela do trem para lavar as mãos. Detalhe que ela estava no corredor e para chegar à janela foi necessário passar por cima da outra turista que estava na janela. Isso tudo foi exatamente na minha frente e até me virei para o lado com medo de levar “água na cara”.

As passagens de trem são baratas, é verdade, um pouco mais de 5 reais, e você literalmente viaja entre duas cidades. Mais barato que isso só os ônibus, com valores a preço de banana. Opa, acho que comprar banana sai mais caro!

Esqueci de contar um detalhe: até onde vimos, existem 3 classes de vagões, mas isso não é lá muito importante. Na hora que o trem chega, salve-se quem puder! Quem sentou, sentou, quem não sentou, não senta mais.

E se eu comprar a 1ª classe? Se não tiver assento disponível, você não senta! Ou seja, entre onde estiver e sente até uma segunda ordem. Caso o fiscal passe e diga que você está na classe errada, o que acho muito improvável, você se levanta e vai a outro lugar.

O importante mesmo é aproveitar a paisagem, observar os locais e, quem sabe, se aventurar em alguma comida mucho loka!

Os ônibus, por sua vez, são um pouco mais rápido que o trem: motoristas dirigindo feito loucos, andar na contramão é uma regra, desde que não tire a mão na buzina, e você que se segure direito, pois, a cada freada, você pode ser jogado para fora do busú. Decoração a la “Priscilla a Rainha do Deserto” para animar um pouco e mostrar que a breguice (para padrões brasileiros) não tem fim. TVs ao lado dos motoristas mostravam os clips e shows – bem amadores- daquilo que estávamos ouvindo.  Na primeira vez que pegamos um ônibus, foi legal nos primeiros 10 minutos. Depois de 1 hora com aquele sacolejo, calor e a música que parecia ser a mesma desde o início, tudo que você mais quer é que chegue logo ao seu destino.

Ônibus no Sri Lanka

Olha a decoração do ônibus!

Em alguns momentos, eu achei muita graça de tudo aquilo que estava vivendo. Tem horas que só o bom humor para nos salvar!

O calor, onipresente no Sri Lanka, faz com que suas pernas suadas grudem no assento do busão à medida que o seu corpo amolece. Às vezes parece que você esta tendo uma vertigem, mas aí a música que sai na maior altura das caixas de som não lhe deixa adormecer.

Agora pense: calor + motorista dirigindo loucamente imprudentemente + música cingalesa de um ritmo só durante horas!

Calma que tudo pode piorar!

Teve um momento em que um rapaz, não satisfeito com o calor, decidiu fechar as janelas (?). Como assim? Pense em um calor na potência máxima (sensação de bem mais de 40 graus). Será que eles sentem menos calor que a gente? Só pode ser…

Foi uma viagem bem roots, daquelas que marcam as nossas vidas para sempre. Sem luxo, sem conforto, com muito calor, mas cheia de boas lembranças. Acho que, se não tivesse sido assim, eu não teria conhecido o Sri Lanka de verdade 😉

Viajar pelo Sri Lanka é uma grande aventura, daquelas que passam por cima de qualquer preconceito; que nos obrigam a ser mais simples; que ensinam a conviver com o diferente; que nos transformam para o resto de nossas vidas!

Esqueça as malas de rodinha e coloque a sua mochila nas costas – no Sri Lanka não há espaço para conforto quando se viaja de transporte público. É cada um por si, ou não é o Sri Lanka!

Assista a alguns dos momentos dessa viagem no nosso canal do YouTube:

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3 Comentários

  1. Juliana

    Como nosso tempo era muito curto, e visitamos apenas Colombo, Galle e algumas praias próximas, contratei um transfer no hotel em Galle. Não se compara o preço, muito menos o grau de ralação, mas achamos q valeu a pena pois otimizamos o tempo (mas perdemos a aventura e o choque cultural). Fizemos alguns trajetos de tuk tuk, por onde passamos. A sensação é a mesma: confusão, muita gente e um calorão!!! Quero voltar para conhecer o resto.

  2. Estava a ler este texto e a pensar “uau, quero muito ir ao Sri Lanka”! Em viagem (e na maior parte das situações, na realidade) gosto de tudo o que me faça sair da zona de conforto. Por isso venham daí transportes cheios, pessoas a olharem para nós com curiosidade, um salve-se quem puder na procurar de um assento, e um calor terrível! É de situações destas que saem as melhores histórias e onde temos as experiências mais interessantes.

    • Viajar a países como o Sri Lanka é entrar em um mundo completamente diferente do qual vivemos. É uma experiência única que sempre estará presente nas nossas lembranças de viagens 😉
      Todo o calor, transporte lotado e demora valeram a pena!
      Você com certeza adorará viver essa experiência no Sri Lanka.
      Beijos

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