Adis Abeba, capital da Etiópia – Muito diferente do que você imagina!!

A viagem para a Etiópia nos caiu de bandeja. Ao comprarmos a passagem para Hong Kong pela Ethiopian Airlines, vimos que haveria uma conexão de poucas horas na capital etíope, Adis Abeba, e de lá então partiríamos rumo ao nosso destino final. Saber que estaríamos em Adis Abeba e não poríamos os pés na rua me deixou p. da vida. Seria a oportunidade de conhecer um pouquinho de um dos países mais interessantes da África que escorria pelas nossas mãos.

Pois é, só que aí a sorte nos deu um presentão: a Ethiopian Airlines mudou nosso voo e a conexão que seria de apenas 2 horas se tornou de 26 horas! Chegaríamos na noite do dia 21/12/2014 e apenas partiríamos no dia seguinte, também à noite, sendo que a companhia aérea providenciaria e pagaria a nossa estadia! Não poderíamos ficar mais contentes!!

Aí vem (como sempre, já estamos acostumados) a pergunta: mas por que o interesse em passar um dia inteiro em Adis Abeba, Etiópia, país que no Brasil é sinônimo de fome, pobreza e afins??

Não se engane! A Etiópia tem muito a oferecer ao turista, sem falar que é considerada um dos berços da humanidade, ou seja, devemos a esta porção de terra boa parte da nossa existência! Sem falar que toda a cultura rastafári tem em Haile Selassie, ex-imperador etíope (de 1930 a 1974), a encarnação de Deus, ou seja, no mínimo é um local onde se pode ver e aprender bastante coisa!

Então vamos lá, falar um pouquinho a respeito deste país, entender o porquê de visitá-lo e se realmente o que temos em mente a seu respeito é verdade.

A imagem que boa parte do mundo tem da Etiópia é de pobreza. E isso se deve ao fato da seca combinada com a guerra civil pelo qual o país sofreu na década de 80 e Michael Jackson e seus coleguinhas resolveram lançar a famosa “We are the world” para ajudar a galera lá.

Como eu e Gabi não temos pudores em relação a países a serem visitados (por óbvio evitamos países em confrontos), já começamos a fazer o roteiro do que ser visitado lá. Gabi, por sinal, em breve fará um post turístico sobre Adis Abeba.

O país é um dos que mais crescem economicamente na África. Dos 52 países africanos, a Etiópia é o 10º em PIB per capita e 12º em PIB nominal. Adis Abeba, sua capital de mais de 3 milhões de habitantes, é sede da União Africana, uma cidade cosmopolita, bem cuidada e segura. E isso quer dizer que andar em suas avenidas não difere muito de avenidas brasileiras: bastante comércio, lojas, shoppings, mercados, trabalhadores informais (camelôs), estudantes, executivos e muitos, muitos carros! Sim, o país não é rico se comparado ao Brasil, vê-se que se trata de um local ainda pobre, onde há uma grande desigualdade social, mas longe, MUITO LONGE DE SER O PAÍS PAUPÉRRIMO que muitos imaginam. Eu diria que o Haiti, onde estivemos 6 meses antes, está mais longe da Etiópia em termos de realidade/economia que o Brasil dos EUA. Não dá nem para comparar.

Leia também: roteiro turístico de 26 horas em Adis Abeba

Obras bem em frente ao nosso hotel, assim como por toda a cidade

Uma das movimentadas ruas do centro

A língua lá falada, amárico (não confundir com aramaico, falada em partes do Oriente Médio e em vias de extinção) é ininteligível para nós, brasileiros, com um alfabeto totalmente diferente e uma sonoridade única.

Coca-cola! Consegui ler em amárico!

Para quem não sabe, o país foi o único do continente africano que não foi colonizado/dominado pelas potências europeias durante o século XIX e XX, o que fez com que o povo etíope se tornasse orgulhoso de seu passado e seguro de si. Conversando com um taxista local, ele nos falou do orgulho de ser um país jamais subjugado e que Selassie, para eles, foi apenas um imperador, longe de ser unanimidade, muito menos “Deus encarnado”, como para os rastafári, algo que eu já imaginava. (A história Selassie/Rastafari será apreciada em um capítulo próprio, em breve).

A maior parte da população é cristã (60%, sendo mais de 50% ortodoxos) e 30% muçulmana. Algumas cristãs, inclusive, usam véu para cobrir apenas os cabelos. E é aí que se dá a primeira imagem da cidade: uma mistura de cores nos vestidos e véus femininos, cores berrantes, discretas, vestidos bicolores e tricolores, um presente para os olhos dos viajantes. E nada de achar que as mulheres de lá não usam outro tipo de roupa! Há calças, saias jeans e outras roupas da moda! Os homens, contudo, costumam usar roupas sóbrias, é comum vê-los de roupas sociais e até paletó andando pelo centro, muito mais formal que aqui no Brasil. E nem pense que faz calor no inverno, a temperatura girava abaixo dos 20ºC durante o dia e próxima aos 10ºC durante a noite, isto porque Adis Abeba se encontra a 2.355m de altura, ou seja, muito alta para nossos padrões!

Outra cena cotidiana, bem em frente ao Red Terror Martyrs’ Museum

A cidade tem avenidas largas, arborizadas e um trânsito bem confuso, tipicamente daqueles que vemos nos programas da NatGeo, só que estar lá e ver ao vivo traz a sensação única de ter entrado na telinha! E a isso se somam todas as grandes construções que estão em andamento no centro da cidade e circunvizinhanças: prédios, avenidas, viadutos, ferrovias! Ou seja, poeira é o que não falta!

Flores em Adis Abeba!

Visual da Gambia Street!

A Etiópia teve seu momento recente mais sombrio quando foi instalado um regime comunista no fim da década de 70 e trouxe ao poder o ditador Mengistu Haile Marian, que hoje vive exilado no Zimbabue. Para se manter no poder, promoveu torturas, genocídio e castigou boa parte da população nas épocas de seca, o que fez com que se tornasse notícia ao redor do mundo. E é possível entender um pouco desta história ao visitar o Red Terror Martyrs’ Museum, um museu dedicado a esta triste época e onde o guia que lhe explicará e mostrará o roteiro foi um dos torturados pelo regime. Triste visita, mas importante para entender um pouco da realidade local!

Um dos torturados contando sua experiência da época da ditadura. Triste relato.

Outra grande atração etíope é o esqueleto australopithecus parcial de Lucy, de 3,2 milhões de anos, e que é um dos esqueletos de hominídeos mais antigos do mundo!

Quanto à segurança, posso garantir que é até mesmo maior do que em vários países de primeiro mundo! Como lá está a sede da União Africana, há muitos seguranças por todos os lados e é possível andar com a câmera exposta pela cidade sem problema. O próprio taxista se espantou quando descrevemos assaltos que ocorrem diariamente no Brasil, respondendo que aquele tipo de coisa era simplesmente irreal para eles, o máximo que poderia acontecer era dar bobeira com um pertence e ser levado sem que tivéssemos percebido, “as in any other part of the world“, completou ele, com o que concordei.

Muitas vezes chamávamos atenção na rua, pois nossas características e vestimentas entregavam facilmente que éramos turistas, sendo, inclusive, parado algumas vezes por locais que queriam bater papo. No entanto, o assédio é mínimo, não há pessoas insistindo para oferecer serviços, ou pedintes atrás de turistas, nada daquilo que o estereótipo/preconceito que temos fosse induzir.

Infelizmente, não foi possível ir ao famoso mercado público da cidade, muito menos conhecer a parte rural do país, pois a visita nos foi “dada de presente”, por isso só podíamos ficar lá por um dia e tentar aproveitar ao máximo, e foi o que fizemos.

Considerando que a viagem à Etiópia foi incompleta, posso afirmar que voltaremos lá. Não sei quando, mas voltaremos. Não posso deixar de conhecer Lalibela e suas igrejas esculpidas em rocha, e Gondar, última capital do império e onde se encontram ruínas de vários castelos daquela época.

Resumindo: se um dia tomar um voo da Ethiopian Airlines e lhe for dito que a conexão em Adis Abeba vai ser longa, não lamente, comemore! Você é um sortudo(a)!

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70 Comentários

  1. Gilmar

    Olá, pretendo ir para o Egito em setembro e vendo os horários e conexões passarei 7h no aeroporto em Adis Abeba.. e pensei em dar uma passeada rápida pela cidade, o que acham? o que recomendam?
    Parabéns pelo post, muito legal.

    • Olá Gilmar! Tudo bem?
      Com esse tempo de conexão dá sim para passear em Adis Abeba. Sugiro que contrate um motorista para te levar até os principais pontos da cidade.
      Um detalhe muito importante é que você precisa voltar ao aeroporto com antecedência, pois há mais de um controle de segurança até entrar na sala de embarque e o aeroporto ainda está em reforma.
      Abraços

  2. Meu melhor amigo é italiano, mas nasceu em Adis Abeba quando o pai dele trabalhou na África. Ele retornou à Itália com 6 anos (quando o pai morreu) e depois só voltou lá aos 18. Ele sempre conta coisas fantásticas! Vou mostrar esse post pra ele.

  3. malu

    Oi casal! Viajarei pela Ethiopian em abril. Nesse imprevisto que tiveram, foi necessário apresentar comprovante de vacinação contra febre amarela? Adorei o relato! Obrigada 🙂

  4. Malu

    Oi casal! Viajarei pela Ethiopian em abril. Nesse imprevisto que tiveram, foi necessário o comprovante da vacinação contra febre amarela? Adorei o relato! obrigada 🙂

    • Olá, Malu! Tudo bem?
      Não pediram o certificado de vacinação contra febre amarela, mas sugiro que você tenha sempre em mãos, pois o Brasil está sofrendo um surto da doença e os países podem pedir.
      Abraços

      • Malu

        Acabei de verificar que nosso voo de volta foi remarcado para 4 dias após do previsto. Pra quem tinha uma conexão de menos de 3h em Addis, me sinto levemente desesperada. Turismo compulsório pela África, aí vamos nós.

        • Veja o lado bom disso: você poderá conhecer Adis Abeba com qualidade!!!
          Veja se não consegue ir a Lalibela também – somos doidos para conhecer.
          Sabia que meu esposo está aqui morrendo de inveja de você? Ele disse que essa sorte a gente não tem kkkk
          Aproveite!!
          Beijos

        • Leonardo Parente

          Amiga, fiz uma conexão de 26 horas em Addis Abeba agora em janeiro voltando de uma trip de 30 dias na Índia e Nepal.
          Fiquei surpreso com o bom serviço da Ethiopians, pagaram meu visto, hotel 4 estrelas, alimentação e translado.
          Dei um rolê no centro de Addis e achei muito legal, fiquei com vontade de visitar a África.

  5. Carla Abgussen

    Olá!! Adorei o post de vocês!! Estou indo para a Somalilândia em fevereiro, e meu vôo faz conexão em Adis Abeba… ficarei lá 12 horas, mas durante a noite!! Infelizmente não conseguirei conhecer Lalibela, mas vocês têm alguma sugestão?

    Obrigada!!! Parabéns pelo blog!!!

    • Olá, Carla! Tudo bem?
      Com uma conexão noturna, é complicado explorar o turismo em Adis Abeba, mas eu sugeriria que você fosse jantar em algum restaurante recomendado no Tripadvisor para ter, pelo menos, uma experiência gastronômica.
      Eu adorei a comida etíope 😉
      Obrigada pela mensagem!
      Beijos

  6. Márcia

    Muito obrigada pela postagem, um surpresa também para nós. Parabéns pelo blog. Divirtam-se e continue nos surpreendendo.

  7. Adorei o post! Lugares desconhecidos são surpreendentes né? Acho q vcs devem ser os únicos blogueiros que publicaram sobre a Etiópia hehehe.

  8. Um post raro, de um lugar raro é sempre um grande diferencial. Legal!
    Tenho uma dúvida e até vi ela respondida em partes aqui no blog. Vou pra India em janeiro e tenho uma escala de 5 horas na ida e de 19 na volta, ou seja, necessito de visto de trânsito na volta. Já sei que eles pagam estadia, mas fiquei numa séria dúvida sobre o visto, pois a Ethiopians airlines diz que posso tirar o visto na chegada, mas no site da embaixada a informação é que para vistos de TURISMO sim era permitida a emissão na chegada. Contudo meu visto seria de trânsito, certo? E sobre isso o site da embaixada nada diz. Então preciso tirar o visto ainda no Brasil? Vocês tiraram o visto de trânsito ou pediram um de turismo pra ficar as 26 horas? Para vistos na chegada que documentos eles exigiram?

    Desde já muito grato!

    • Olá, Leonardo! Tudo bem?
      Na verdade, o visto é apenas um carimbo no passaporte. Acredito que tenha sido de trânsito, pois ficamos penas 26 horas no país. Por ser uma conexão, a Ethiopian provavelmente pagará o seu.
      Abraços

    • Rodrigo

      Olá, Leonardo. Estou com essa dúvida que você teve. Como foi, precisou de algum procedimento aqui no Brasil?

      • Leonardo

        Cara foi muita insegurança e desencontro de informações até o último momento mas ficou assim: na ida, minha conexão foi de 6 horas, apenas esperei no aeroporto. Não necessitei de visto pois segundo eles, conexões abaixo de 6 horas dispensa visto. Você fica dentro do aeroporto. Na volta, minha conexão foi de 20 horas, peguei meu voo de New Delhi até Addis Ababa, chegando lá, antes de me dirigir até a imigração fui no guichê da Ethiopians Airlines e dei uma de João sem braço perguntando sobre assistência nessa cinexão. Eles no inicio se fingiram de bobos também mas depois me ofereceram um “ticket visto” e um voucher de translado até um hotel, uma diária com todas as refeições e retorno até o aeroporto no dia seguinte. O hotel foi ótimo, um 4 estrelas. Localização legal, jantar e café muito bons. Obs. O motorista da van que fez o translado até o hotel paroi a van no caminho quando subiram 3 caras oferecendo city tuor. Eu e os outros Brasileiros negamos o passeio e eles desceram da Van imediatamente.

        • rodrigo

          Obrigado pela atenção.
          Na ida a minha conexão será de 5 horas, e na volta, 9 horas. Não pretendo sair do aeroporto em nenhuma das duas ocasiões. Será que consigo ficar na sala de embarque sem o visto?

        • Leonardo, aconteceu o mesmo com a gente. Eles haviam me informado no Brasil de que ofereceriam hotel e traslado. Quando chegamos em Adis Abeba para a nossa conexão de 26 horas demos uma de que não sabíamos nada e fomos perguntar no balcão da Ethiopian no desembarque. Deram os vouchers para tirar o visto e depois uma van nos levou até o hotel. A diferença é que nosso hotel era bem mais ou menos, mas todas as refeições estavam incluídas.

    • Stefani

      Olá, eu vou para Israel em setembro eestou pensando em ir pela ethiopian mais a parada lá é de 19h e eu vou estar sozinha com duas crianças e só falo português é um pouco de espanhol Você acha que é possível isso dar certo!?

      • Olá! Tudo bem?
        Tudo depende de o quão segura você se sente em viajar para países que não sejam da língua portuguesa-espanhola. Você costuma viajar e consegue se virar bem?
        As crianças costumam se comportar bem durante as viagens?
        Acho que pode dar certo se as crianças forem tranquilas e se você tiver desenvoltura.

  9. Severina Gomes de Oliveira

    Muito interessante essas informações sobre a capital da Etiópia. Serviu para desmistificar a imagem que a maioria de nós temos sobre a pobreza do país.

  10. Vanessa Santos

    Bem,segunda vez que caio em Addis por atraso por parte da companhia. A primeira estava eu e meu marido e foi bem estranho.EU sou africana e na minha Vida toda Nunca tinha visto tanta pobreza.fomos De um taxi do hotel para conhecer a cidade,eramos 3 porque por acaso um brasileiro teve o mesmo problema. No passeio tive oportunidade de conhecer o”mercato” nome dado pelos italianos. Posso relatar que fiquei grudada de maos dadas com o meu marido porque pelo taxista era tudo muito perigoso. Os olhares para o nosso taxi eram famintos ate que nos cruzamos com uma mulher que levava uma crianca as Costas tao suja e tao faminta. Implorei para voltar para o hotel chorando de tanta tristeza. O hotel nao tinha agua para beber e subimos com uma garrafa para o quarto. Nao pretendia ca voltar. Ate que hoje estou eu ca com meu filho e meu marido. Saimos para comer a 5mints do hotel .avanti restaurante.deu para comer mas nao é nada wauuuu. Pedi carpatio de entrada que acabei Nao comendo de tao grossa que era a carne. Decidi voltar ao quarto ,nao tomamos banho porque nao tinha agua quente e cheirava a esgoto. Para alem de estar cheioooo de mosquitos. Esta é a minha historia. Meu hotel Empire esta rodeado de obras e houve cortes de energia. Tem gerador mas o barullho é da hora….bla bla bla

  11. Nossa amei o post, isso é muito bom divulgar pois as pessoas têm uma visão distorcida dos lugares, até por falta exatamente desse tipo de informação, parabéns!

  12. Luciana

    Ola casal!

    Gostei do post de voces.

    Quero dizer que daqui a 10 dias estarei embarcando pra India e farei uma conexao longa (18 horas) em Addis Abeba. Eu reservei um hotel a 8 minutos do aeroporto. Porem vi num dos comentarios que o centro fica longe. Gostaria de saber
    1-como é a comunicacao la? Um país que nao fala ingles.
    2- quanto (em dolares) se gasta em media num dia? (Considerando, transporte, comida e turismo)
    3- pegar taxi é facil? Como viajarei sozinha, tenho medo de me perder e nao saber voltar para o hotel, se os taxistas falam ingles?
    4- que lugares da pra conhecer numa manha?
    5- é seguro andar so?
    Obrigada

    • Olá! Conseguimos nos comunicar em inglês em vários locais: museus, restaurantes, táxis. Não lembro ao certo quanto gastamos no dia, mas acredito que 50 dólares seja suficiente. Achei o transporte o mais caro. O táxi que pegamos foi pedido na recepção do hotel. Já na volta, pegamos um táxi na rua. A cidade é segura, mas não sei dizer se pegar táxi em qualquer lugar é seguro, ainda mais que você estará sozinha. Mas é seguro andar sozinha sim!
      Temos um post turístico chamado: 26 horas de Adis Abeba. Lá tem todas as dicas de turismo na cidade 😉

  13. Tá rolando uma promoção de passagens pela Etiopia para Bangkok e resolvi pesquisar sobre Adis Abeba (sou da mesma vibe que vocês!! Como assim vou fazer uma conexão em lugar diferente e não vou conhecer??) e caí aqui. Parabéns pelo post, adorei!! Se eu realmente comprar essa passagem, usarei as dicas. Obrigada!! Tenho um blog também, o mapanamao.com.br! Beijinhos 🙂

  14. Ana

    Olá! Gostaria de saber qual é o valor pego pelo visto para entrar na Etiopia.
    Outra dúvida, o aeroporto é longe do centro da cidade?

  15. Bruno Carvalho Cruz

    Olá, como vocês fizeram com o visto? Tiveram que tirá-lo com antecedência no Brasil?

  16. Bárbara Maran

    Olá, comprei uma passagem pra Africa do Sul c escala na Etiopia, a principio de algumas horas e dps mandaram q mudou p duas noites. Como vcs conseguiram que a empresa pagasse a hospedagem de voces? Eu até pensei na possibilidade de eles fazerem isso de mudar a escala como uma forma de as pessoas que talvez n fossem p Etiopia conhecer la. Beijos e obrigada.

    • Olá! Quando vi que mudaram o nosso voo, mandei um email para a Ethiopian e a agência responsável pela cia aqui no Brasil entrou em contato também por email. Eu perguntei sobre essas questões de acomodação e eles confirmaram que pagariam. Foi bem simples.
      Beijos

  17. Paulo Ricardo Soares dos Santos

    Em março de 2015 eu fiquei apenas 5h30 em conexão no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia, mas como era de madrugada, não saí do aeroporto, mas queria ter conhecido mais.

    • Que pena 🙁 Quem sabe da próxima vez?
      Tivemos a sorte da nossa conexão em Adis Abeba ser longa e pudemos aproveitar a cidade. Voltaremos lá esse ano mas acho que dessa vez a nossa conexão será curta.

  18. marcos

    ola boa noite estive na etiopia no inicio de 2015 mais so de passagen pois estava indo para o congo brazzaville mais tive a oportunidade de dar uma volta na cidade muito linda mesmo adorei muito muitas obras a cidade vai crecer muito ainda a economia vai ter muito a oferecer

  19. Flávia

    Parabéns pelo post… ajudou demais quem, como eu, está na mesma situação. Estou com vôo marcado pra Frankfurt, com conexão em Adis Abeba, gostaria de saber se, no momento do desembarque ou no momento de saída do aeroporto, foi exigido visto de entrada no país? Pesquisei e descobri que para entrar na Etiópia é necessário visto, porém, para permanência de até 5 horas, no espaço restrito do aeroporto, tal exigência é dispensada.

  20. Gabriela Moniz

    Para quem gosta de viajar, como nós, qualquer lugar é válido, né?? Cada país tem a sua particularidade, seus costumes, história e culinária que só quem vai visitar o lugar pode sentir essas diferenças culturais.
    Obrigada pela visita e pelo comentário!
    Abraços

  21. Sthefania Memelli

    Adorei o blog de vocês!
    Curti a explicação histórica, eu gosto de saber sobre os lugares que visito (apesar das pessoas que visitam meu blog nem tanto). Não vejo razão pra não conhecer países mais pobres, normalmente tem muita cultura!
    Vocês conhecem muitos lugares!

    🙂

    beijoss

  22. Gabriela Moniz

    Olá, Amanda! Tudo bem?
    Pra gente, não existe lugar que não valha a pena conhecer! Aproveitamos a oportunidade de ficar um dia em Adis Abeba e foi uma experiência muito boa!
    Fico feliz em saber que gostou da postagem! Abraços!

  23. Que legal! Adorei o relato! Concordo que temos q aproveitar essas oportunidades para conhecer culturas e lugares diferentes! Bjs, Amanda
    http://www.amandaqui.com

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