Egito com um bebê

Como é viajar para o Egito com um bebê? Dicas para não passar apuros com os pequenos!

Viajar com um bebê requer uma série de preparações, que vão desde uma quantidade a mais de roupas para casos emergenciais, até fraldas, mamadeiras, remédios, comidas, carrinho, cadeirinha para o carro e por aí vai. É uma lista que não parece ter fim, mas que, com um pouco de organização, dá para manter a mala enxuta sem ter que abrir mão dos itens que o seu bebê precisa.

Cada família é diferente e, consequentemente, cada bebê recebe a sua própria criação, de acordo com os hábitos do seu círculo familiar.

Na época da nossa viagem, o Projetinho tinha acabado de completar 9 meses e estava na fase de engatinhar – não ficava parado! Ele também já havia começado a introdução alimentar, mas continuava mamando bastante no peito.

Aqui nesse post vamos compartilhar a nossa experiência ao viajar para o Egito com um bebê. Contaremos o que levamos na mala, o que foi útil, o que não foi, e o que faríamos diferente na logística da viagem ao Egito com ele. Vamos também contar como foi a viagem no geral e como os egípcios nos tratavam por estarmos com um bebê.

Tentamos fazer com que ele participasse ativamente da viagem. Ele viu essa fonte no Museu do Cairo e ficou hipnotizado!

Como é viajar para o Egito com um bebê?

Conversar com o/a pediatra antes da viagem

Antes de todas as viagens que fazemos com ele, sempre marcamos uma consulta com a pediatra para fazer uma avaliação e verificar se está tudo bem com ele. A pediatra sempre pesa e mede o nosso pequeno e nos dá uma receita médica com os possíveis medicamentos que ele pode precisar (de acordo com o peso do bebê).

Conforme a recomendação médica, nós compramos todos os remédios receitados (não foram muitos) e levamos a farmacinha do bebê.

No caso do nosso pequeno, a médica dele sempre receita os remédios básicos para casos de febre, congestão nasal, vômitos ou alergias e as respectivas dosagens. Aproveitamos e levamos também um termômetro para medir a temperatura dele em caso de suspeita de febre.

Para essa viagem ao Egito, como o clima é mais seco, levamos também um gel para manter o nariz úmido.

Como o Projetinho tem uma saúde de ferro, nunca passamos perrengue em relação à saúde dele e nunca precisamos usar medicação durante as nossas viagens.

Vacinas

Tá aí uma coisa que não deixamos passar: a vacina para cada fase da vida dele. Tem gente que não dá bola para isso e tem até aqueles que não vacinam os filhos, mas nós acreditamos que vaciná-lo é uma das melhores coisas que podemos fazer para ele.

Além das básicas do calendário de vacinação, também damos outras vacinas em clínicas particulares. Isso porque algumas vacinas que demos na clínica protegem contra outros tipos de doenças.

Como viajamos para várias partes do mundo e estamos em contato com diferentes tipos de pessoas, não abrimos mão de manter a vacinação dele sempre em dia.

⚠️Para tirar o visto para o Egito, é necessário apresentar a carteira internacional de vacinação contra febre amarela. Segundo o calendário de vacinação,  ela só é dada a bebês a partir dos 9 meses. Como o nosso pequeno viajou ainda com 8 meses, foi dispensado de apresentar o certificado de vacinação.

Seguro viagem

O Egito é um país pobre, com diversos problemas, e a questão da saúde merece um cuidado a mais quando estamos programando uma viagem pra lá. Sabemos que o sistema imunológico das crianças é mais frágil e, por isso, elas têm mais facilidade para ficar doentes. Portanto, não poderíamos viajar desprevenidos.

Todas as vezes que vamos contratar um seguro viagem para o nosso filho, procuramos um com uma cobertura médico-hospitalar alta (acima de U$30.000).

Sabe aquela frase “seguro morreu de velho”? Não podemos vacilar com o nosso maior bem ❤️!

Mala para o bebê

Viajamos para o Egito com as nossas duas mochilas e levamos uma mochila menor para andar na rua no dia a dia com ele.

Guardamos todas as roupinhas dele junto com as nossas e levamos algumas peças a mais para aqueles casos emergenciais que só quem tem filho pequeno entende.

Como a viagem foi durante os meses de dezembro e janeiro (inverno no Egito), levamos algumas peças de frio e outras roupas mais frescas, pois o inverno no país não é tão rigoroso, embora tenhamos pegado temperatura na casa dos 9 graus. A nossa viagem ao Egito também incluiu Dubai, que é mais quente, e onde só usamos roupas mais leves.

Durante a viagem, assim como fazemos com as nossas roupas, vamos lavando as roupinhas dele durante o banho.

Lista do que levamos pra ele:

  • 2 conjuntos de bermuda com camisa
  • 2 calças
  • 1 macacão que cobre o corpo inteiro
  • 1 macacão jeans
  • 1 jaqueta jeans
  • 2 bermudas
  • 3 camisas de manga curta
  • 1 body de manga comprida
  • 2 body de manga curta
  • 2 camisas de manga comprida
  • 1 par de tênis
  • 2 meias que imitam sapato (foi mais prático)
  • 3 pares de meia
  • 4 paninhos de boca
  • 1 boné
  • 60 fraldas descartáveis
  • 1 bisnaga de creme anti assadura
  • 2 pacotes de lenços umedecidos
  • 1 pote pequeno de álcool em gel
  • 1 pote de protetor solar para bebê
  • 1 mamadeira/copo para água
  • 1 colher para as refeições
  • 8 potes de papinha industrializada de comidinha “salgada”
  • 8 potes papinha industrializada de frutas
  • Alguns brinquedos
  • Necessaire com remédios e shampoo para bebê
  • Uma manta pequena para frio

Vendo essa lista, parece até que teria que levar uma mala só para ele, hein? Mas se você for arrumar a mala de uma criança, verá que as roupas são muito pequenas e não ocupam tanto espaço assim. As fraldas ocupam mais espaço, mas durante a viagem elas vão sendo utilizadas rapidamente.

O que teríamos feito diferente em relação à mala

Acho que levei pouca roupa de frio e poderia ter adicionado um casaco mais grosso pra ele. Durante a viagem percebemos que levamos muitas fraldas. Não que ele não usasse tudo, pelo contrário! Mas porque foi muito fácil encontrar fraldas da mesma marca que ele usa em todas as cidades por onde passamos no Egito.

Em farmácias e mercados encontramos exatamente a mesma fralda que compramos para ele no Brasil (Pampers verde), com valores inferiores ao que costumamos pagar e com pacotes até menores.

⚠️Esquecemos de comprar repelente para ele antes da viagem e não encontramos nenhum repelente para bebês lá no Egito.  Infelizmente não conseguimos evitar que ele fosse picado por muriçocas. 🙁

Acessórios para o bebê

Além da mala, levamos também o carrinho, um canguru e um sling.

Não valeu a pena levar o carrinho, pois, além do Projetinho não gostar de ficar nele, o Egito não tem infraestrutura para pedestres e é um inferno conseguir andar com um carrinho de bebê nas cidades do país.

Apelamos muito para o canguru, que foi super útil quando fizemos passeios com muita caminhada por terrenos irregulares e com subidas e decidas.

O sling também foi de grande utilidade, mas só funcionava quando o Projetinho estava com sono. Ele passava um bom tempo agarradinho em mim dormindo!

Egito com bebê

Dormindo pelas ruas do Cairo no sling

Não levamos a cadeirinha (bebê conforto) para o carro e não nos arrependemos. Acho que lá no Egito nem sabem o que é isso. Os motoristas andam sem cinto de segurança e em muitas corridas com Uber não vimos nem cinto para fixar o bebê conforto. Por isso que fizemos as viagens pelo país de trem e de avião, justamente para ter segurança com ele nas viagens de longa distância.

Alimentação/amamentação

Essa foi uma parte delicada da viagem. O nosso bebê ainda não estava totalmente confortável com a comida e, por isso, mantive bem forte a amamentação. No entanto, eu estava com muito receio de como seria amamentar um bebê no Egito. Será que os egípcios viam isso com bom olhos?

Não tive problema em nenhum lugar para amamentá-lo, mas eu sempre tentava ser muito discreta e geralmente procurava um lugar sem muita movimentação de pessoas para que ele pudesse mamar com tranquilidade. Aproveitei a variedade de lenços e echarpes lindíssimos que vendiam no país e comprei um, que foi muito utilizado para cobrir o rostinho dele durante a amamentação.

Amamentando no Egito

Amamentando no Templo de Luxor

Em relação às comidinhas, quando as papinhas que levamos do Brasil estavam prestes a acabar, procuramos as marcas disponíveis no país. Achamos apenas papinhas de uma marca chamada Hero, facilmente encontradas em farmácias e com valores bastante acessíveis.

Papinhas Hero no Egito

As papinhas que encontramos no Egito

Em alguns poucos momentos, nós nos aventuramos em dar algo mais natural, como uma banana ou um ovo cozido, mas as condições de higiene no Egito não nos davam segurança para arriscarmos mais na alimentação dele e preferimos manter a comida industrializada.

Assédio

Por estarmos com um bebê, o assédio era intenso. As pessoas sempre nos abordavam de forma muito simpática por causa dele. Eram sempre aquelas frases: “olá, bebê” ou “que bebê bonito”. Nós sempre sorríamos de volta, afinal era um elogio ao nosso filho. Acontece que sempre depois de nos abordar dessa forma, as pessoas tentavam empurrar alguma coisa, seja a compra de algum produto ou a oferta de algum serviço. Mesmo que negássemos, o pessoal insistia até não poder mais.

Era muito comum taxistas pararem oferecendo uma corrida e, mesmo a gente negando, continuavam enchendo a nossa paciência e até usavam o bebê como desculpa para que pegássemos o táxi.

No fim, percebemos que éramos mais assediados justamente por causa do pequeno.

⚠️Lá no Egito tem muita gente que realmente gosta de crianças. Então é comum alguém acenar para o bebê e até mesmo pegar nas mãos do pequeno. Sempre que podíamos, evitávamos que o contato acontecesse, mas em alguns momentos foram inevitáveis mesmo. Por isso a importância de ter em mãos álcool em gel e lenços umedecidos.

Infraestrutura

O Egito não é um país com uma boa infraestrutura para se viajar com bebês e crianças pequenas. Não vimos banheiros com trocadores (com exceção dos shoppings).

Em algumas cidades (inclusive no Cairo) tivemos que andar literalmente na rua, pois as calçadas não tinham condições de serem transitadas por pedestres e, até para atravessar a rua, era uma mão de obra, pois os motoristas não paravam nem quando os semáforos estavam vermelhos. Ou seja, não tinha como usar o carrinho do bebê.

Não havia nenhum tratamento diferenciado ou prioritário por estarmos com um bebê de colo.

Vale a pena ir ao Egito com um bebê?

Sinceramente, acho que vale a pena ir para qualquer lugar (desde que não esteja em guerra) com o seu bebê. Se o país oferece segurança, não vejo problema algum em viajar para aquele local com os pequenos. Se a viagem for para fazer bem para a família, por que não fazê-la?

O grande detalhe é pesquisar muito antes e fazer uma preparação prévia com tudo o que será necessário para aquela viagem e ter a cabeça fresca para enfrentar situações que talvez você não pensasse antes, como aprender a trocar o bebê em qualquer lugar, por exemplo.

Cruzeiro no Nilo com bebê

Toda a família se divertiu bastante no cruzeiro pelo Rio Nilo!

Se, depois de ler esse relato, você achar que é plenamente possível você viajar para o Egito com um bebê, vá!

O importante é que tanto os pais quanto o bebê se divirtam durante a viagem e tirem bastante fotos para, no futuro, mostrar ao/à pequeno(a) como ele/ela fazia parte das aventuras junto com os papais!

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3 Comentários

  1. Juliana Yonamine

    Gabi, adorei o seu relato! Agora me deu mais coragem de viajar com a Stella. Bjs

    • Olá!
      A viagem ao Egito teve os seus perrengues, mas no final valeu super a pena. Basta tomar pequenos cuidados que a viagem será bem aproveitada por toda a família 😉
      Beijos e boa viagem ao Egito com a pequena!

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