O que ver no Cairo? Quais atrações são imperdíveis? Como organizar um roteiro de 2 a 3 dias na capital do Egito? Essas e mais outras informações você encontrará agora!
Cairo foi a nossa porta de entrada no Egito, onde levamos um choque de realidade no primeiro dia em que pisamos no país. A capital do Egito é uma cidade caótica e suja, sem regras de trânsito e que pode passar uma péssima primeira impressão aos visitantes.
Por outro lado, é uma cidade histórica, com um museu que tem um acervo muito rico, além de estar muito próxima de Gizé, local onde está situada a única maravilha do mundo antigo que ainda está de pé: a Grande Pirâmide de Gizé.
Índice
O que ver no Cairo?
As atrações aqui listadas podem ser visitadas em um roteiro de 2 a 3 dias, separando de 1 a 2 dias para passear pelo Cairo e 1 dia para Gizé e arredores.
Veja abaixo 10 lugares interessantes para quem visita o Cairo:
1 – Necrópole de Gizé
Para quem visita o Egito pela primeira vez, sugerimos começar os passeios pela Grande Cairo – a região metropolitana que abriga o principal cartão-postal do país: a Grande Pirâmide de Gizé (Pirâmide de Quéops), única maravilha do mundo antigo ainda de pé.
Em nosso roteiro, fomos diretamente do aeroporto ao hotel em Gizé, localizado a poucos minutos a pé das pirâmides e com vista privilegiada para elas.

A vista do nosso hotel!
Assim que desembarcamos, ativamos nosso chip internacional e chamamos um Uber. Logo no trajeto aeroporto–hotel, percebemos o trânsito caótico do Cairo: engarrafamentos constantes e motoristas seguindo as próprias “regras”. Depois de quase duas horas na estrada, chegamos ao destino e sentimos aquele friozinho na barriga ao avistar as estruturas monumentais.
A Necrópole de Gizé é um complexo que abriga as três famosas pirâmides – Quéops, Quéfren e Miquerinos -, além da Esfinge de Gizé. É um complexo enorme, que exige fôlego e disposição para ser explorado a pé.

Ficamos emocionados quando vimos as Pirâmides!!
Nós contratamos um guia com carro para fazermos um day tour pelos sítios de Gizé, Saqqara, Memphis e Museu do Papiro. Primeiro visitamos a Pirâmide de Quéops, depois seguimos de carro até um mirante de onde contemplamos as três pirâmides alinhadas contra o deserto. Em seguida, atravessamos o complexo para chegar à Esfinge de Gizé.

Contemplando a Esfinge de Gizé
No site oficial, você encontrará os valores atualizados para ter acesso ao complexo, que dá direito a visitar as 3 pirâmides e a Esfinge.
‼️ Dica: chegue cedo e fique atento aos golpistas que circulam pelo local — eles podem oferecer fotos, insistir que ter guia é obrigatório ou começar a dar explicações não solicitadas e depois exigir pagamento.
2 – Saqqara
O complexo de Saqqara é um sítio arqueológico onde estão localizadas estruturas funerárias com mais de 5 000 anos e onde visitamos a Pirâmide de Djoser, considerada a primeira pirâmide a ser erguida no Egito.

Pirâmide de Djoser
Localizado a cerca de 20 km ao sul do Cairo, Saqqara foi por séculos o principal cemitério da antiga Mênfis, reunindo mastabas e capelas que documentam as práticas funerárias do Antigo Império.
O destaque do local é justamente a Pirâmide de Degraus de Djoser, idealizada pelo chanceler Imhotep. Inclusive, sua estrutura em degraus marca o início da tradição construtiva que levaria às pirâmides lisas de Gizé.
‼️ Dica: fique atento a golpistas — há pessoas que tentam cobrar por fotos e até mesmo para fornecer papel nos banheiros dos locais.

Caí na pegadinha do turista e acabei pagando para tirar a foto com esse senhor
3 – Memphis Museum
O Museu ao ar livre de Mit Rahina, conhecido popularmente como Memphis Museum, fica a cerca de 25 km ao sul do Cairo, no local onde se erguia a antiga capital Memphis.
No pátio a céu aberto, encontram-se fragmentos de estátuas, colunas e relevos trazidos de templos e tumbas. O grande destaque é o Colosso de Ramsés II, uma estátua de mais de 10 metros de altura muito bem conservada, que impressiona pela escala monumental.

O Colosso de Ramsés II está bem conservado
Apesar de seu acervo valioso, o museu carece de sinalização e de painéis explicativos, o que pode tornar difícil entender a origem e o significado de cada peça. O espaço também poderia receber manutenção mais frequente — achamos o local mal cuidado.

Artefatos expostos e sem muita explicação no Memphis Museum
‼️ Caso você não seja um entusiasta declarado de arqueologia, sugerimos pular esta parada e usar esse tempo para explorar melhor a Necrópole de Gizé e o Museu Egípcio no Cairo. Assim você economiza deslocamentos, entrada e, de quebra, aproveita mais os pontos altos da história faraônica
4 – Egypt Papyrus Museum
Durante nosso passeio com o guia, fizemos duas paradas gratuitas que funcionam como vitrines para compras: o Egypt Papyrus Museum e uma oficina de tapetes tradicionais.
No museu do papiro, assistimos a uma demonstração completa do antigo processo de produção, desde a extração da polpa das hastes de papiro até a prensagem e secagem que deram origem às primeiras “folhas” de escrita da civilização egípcia. Cada visitante recebe um pequeno certificado de autenticidade, e ali mesmo é possível adquirir exemplares feitos na hora. Embora existam diversas lojinhas vendendo papiros por preços mais baixos, os comprados no museu trazem uma “garantia” de procedência.

Dentro do Museu do Papiro
Na oficina de tapetes, vimos o trabalho artesanal sendo executado em tear manual e conhecemos padrões de tecelagem que remontam às tradições do deserto. Apesar de interessante do ponto de vista cultural, a visita acabou sendo mais um convite à compra do que uma exposição com explicações profundas.

A loja de tapetes
Vale destacar que essas atrações, junto com Gize, Saqqara e Memphis, ficam em áreas distintas, o que torna o trânsito e os deslocamentos bastante demorados. Para otimizar o tempo e evitar imprevistos, contratar um guia particular com carro e valor fechado costuma ser mais vantajoso do que depender de táxis ou transporte público.
‼️Valor que pagamos na época pelo passeio completo (Gize, Saqqara, Memphis e Egypt Papyrus Museum) – US$ 95.
5 – The Egyptian Museum -> Grand Egyptian Museum
No nosso segundo dia, fomos conhecer o Museu Egípcio, que de fato guarda um acervo riquíssimo, mas sofre com a falta de reformulação: há pouquíssimas informações sobre as peças e não existe um percurso cronológico que ajude o visitante a contextualizar os artefatos. O resultado é uma bagunça que deixaria qualquer museólogo de cabelo em pé — corredores apertados, vitrines sem explicações claras e salas abarrotadas.

Entrada do Museu Egípcio
Mesmo assim, vale a pena dedicar algumas horas para ver de perto relíquias como a máscara mortuária de Tutancâmon, o tesouro de ouro de Tutmés III e sarcófagos trabalhados. Tenha em mente, porém, que será preciso paciência para encontrar o que procura em meio ao caos expositivo.

Acervo do Museu Egípcio
Em breve, grande parte dessas coleções migrará para o Grand Egyptian Museum, às margens do platô de Gizé, cuja inauguração está prevista para julho de 2025. Essa transição pode explicar o estado atual de conservação e a ausência de investimentos em sinalização e manutenção no prédio da Praça Tahrir.
6 – Tahrir Square
Depois de explorar as salas abarrotadas do Museu Egípcio, basta caminhar pouquíssimos metros para chegar à Praça Tahrir, que funciona como ponto de convergência no coração do Cairo.
Essa praça, originalmente batizada de Ismailia e renomeada “Tahrir” (Libertação) após a Revolução de 1952, é hoje um símbolo vivo da luta popular. Em 2011, Tahrir Square foi o palco principal da Revolução Egípcia, onde milhares de manifestantes ocuparam o local por 18 dias, exigindo o fim do regime de Hosni Mubarak e alcançando sua renúncia em 11 de fevereiro de 2011.
Dois anos depois, a praça voltou a ferver quando multidões se reuniram para protestar contra o presidente Mohamed Morsi, movimento que precipitou sua deposição pelo Exército. Passar pela Praça Tahrir é mais do que um desvio turístico, é pisar num lugar que testemunhou — e ajudou a moldar — capítulos decisivos da história moderna do Egito.
**Ficamos tão estressados com o trânsito do Cairo que acabamos não tirando nenhuma foto nas proximidades da Praça Tahrir.
7 – Cairo Citadel
A Cidadela do Cairo foi erguida por Salah ad-Din entre 1176 e 1183 para proteger a cidade de possíveis ataques cruzados e serviu como sede do governo egípcio por quase 700 anos, até meados do século XIX, quando o Palácio de Abdeen se tornou a nova residência oficial dos governantes.

Construções da Cidadela do Cairo
Logo ao entrar, vimos a imponente Mesquita de Muhammad Ali, com suas cúpulas e minaretes em estilo otomano que se destacam contra o céu do Cairo e, para nós, foi sem dúvida o ponto alto do passeio.

A Mesquita de Muhammad Ali

O interior da Mesquita de Muhammad Ali
Subindo pelas rampas de pedra, chegamos aos antigos bastiões e nos surpreendemos com a vista panorâmica da cidade — um tapete de construções minaretes. Passamos um bom tempo ali, flagrando o Cairo em diferentes ângulos e aproveitando a brisa suave que fazia naquele momento.

Visão panorâmica do Cairo
Exploramos o palácio em ruínas e as salas do Museu Militar e do Museu da Polícia. Confesso que, para quem espera peças bem explicadas e interativas, a experiência pode ser frustrante, pois os acervos são pequenos e carecem de sinalização. Ainda assim, vale a pena dedicar pelo menos uma hora ao conjunto, principalmente pela arquitetura e pela vista panorâmica — só não conte com os museus internos para serem o destaque da visita.
Dica: fique atento também a vendedores informais que podem oferecer “guias espontâneos” — combine tudo previamente para não ter surpresas na hora de acertar o valor do serviço.
8 – Khan el Khalili
Khan el-Khalili é o bazar mais antigo e famoso do Cairo, inaugurado no século XIV no coração do distrito islâmico. Trata-se de um labirinto de ruelas comerciais onde gerações de artesãos e mercadores mantêm vivas tradições de artesanato, especiarias e joias.

O Khan el-Khalili é imperdível!
Quando chegamos ao entardecer, o bazar já começava a se transformar. As luminárias de latão e vidro colorido se acendem, lançando reflexos dourados pelas paredes antigas. É um verdadeiro espetáculo: cada passo revela um cantinho iluminado, das prateleiras de lembrancinhas aos arcos de pedra rosa, criando cenários perfeitos para fotografias memoráveis.

Loja lamparinas do Khan el-Khalili
O ar fica perfumado pela mistura de especiarias, grelhados que estalam nas churrasqueiras improvisadas e groselhas caramelizadas nas barracas de doces. A cada esquina, uma explosão aromas convida a uma parada!

Doces, especiarias e incensos em um só lugar!
Prepare-se para pechinchar! Os vendedores sabem que turistas se encantam fácil por lenços, luminárias e joias de metal… por isso, se o primeiro preço parecer salgado, arrisque oferecer metade, muitas vezes você fecha negócio por um valor bem mais amigável. Mantenha o sorriso no rosto e aproveite cada negociação como parte da aventura pelas cores, cheiros e histórias de Khan el-Khalili.
‼️ Dica: pechinchar faz parte da cultura local. Não tenha vergonha de negociar.
9 – El Abd Patisserie
El Abd Patisserie é uma confeitaria tradicional no coração do Cairo, muito apreciada por moradores e visitantes pela qualidade e variedade de seus doces. Logo que chegamos, ficamos impressionados com a cara boa dos doces. As tortinhas e folhados são muito bem feitos e extremamente saborosos. Quando vimos os preços, então, nos apaixonamos de vez: por valores entre EGP 10 e EGP 25 (menos de R$5), era impossível resistir.

A nossa fome era maior que a vontade de tirar foto dessas tortinhas maravilhosas!
Acabamos voltando várias vezes para comprar caixinhas com várias tortinhas e não conseguimos decidir qual era a mais gostosa.
‼️ Dica: peça a “caixa de degustação” onde pode colocar umas 4 tortinhas e poder experimentar diferentes sabores.
*Experimentamos também os doces da Zanobia Patisserie, localizada na parte nova do Cairo e achamos os doces igualmente deliciosos!

A foto das tortinhas da Zanobia Patisserie estão mais bonitas, porém o sabor é tão bom quanto às do El Abd Patisserie
10 – Cairo Festival City Mall
Acabamos conhecendo o Cairo Festival City Mall porque nosso hotel do último dia da viagem ficava bem perto do aeroporto, mas não é preciso alterar seu roteiro para visitá-lo — reserve um tempo extra só se sobrar na programação.
Localizado em Shorouk City, uma área moderna e de alto padrão nos arredores do aeroporto, esse shopping é um convite para conhecer outra face do Cairo. Ao ar livre, com ruas largas e design que mistura jardins, fontes iluminadas e passarelas abertas, o shopping abriga mais de 300 lojas, desde marcas internacionais até a famosa IKEA — a rede sueca de decoração e itens para casa que surpreende pelo preço e variedade. Há também um food hall com opções que vão do fast food aos restaurantes gourmets, um cinema multiplex e cafés bonitos, tudo climatizado e organizado.
A vantagem de conhecer esse shopping e essa área da cidade é justamente poder ver o contraste entre o Cairo histórico e seu crescimento contemporâneo em bairros planejados. Se tiver algumas horas livres entre passeios ou voos, vale a pena dar uma volta por lá e sentir esse outro ritmo da capital egípcia.
*Também não chegamos a fotografar o shopping, mas ele é bem bonito!

Compramos esse Mickey enorme lá no shopping. Voltamos para o Brasil carregando o bebê e o Mickey que era maior que o bebê rs
O que achamos do Cairo?
Nossa experiência no Cairo foi marcada por contrastes fortes. De um lado, a cidade exibe edifícios lindíssimos, de outro, muitos deles estão em estado de abandono, com fachadas descascadas e janelas quebradas. As ruas, muitas vezes, estavam sujas e malcuidadas, e encontramos vendedores insistentes que pressionam para vender lembrancinhas e até cobram valores abusivos por simples fotos.
Infelizmente, presenciamos também situações de assédio contra mulheres ocidentais (aconteceu comigo), o que reforça a necessidade de ficar sempre alerta.

Prédios mal cuidados no centro do Cairo
Para driblar os transtornos do trânsito caótico e evitar a neura de negociar corridas, usamos Uber o tempo todo — uma escolha prática e mais econômica. Os táxis de rua, por sua vez, costumam cobrar pelo menos o dobro para turistas, e chegar a um acordo sobre a tarifa é sempre um processo estressante.
No fim das contas, embora o Cairo nos presenteie com memórias históricas inesquecíveis, é importante estar preparado para lidar com essa face mais desafiadora.
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