IRÃ – quebrando mitos sobre esse lindo país!

Viajar para o Irã é algo que, para a maioria dos brasileiros, soa como uma loucura:

“Um país perigosíssimo, cheio de violência, ódio e intolerância. Uma população que odeia os ocidentais e os americanos e que mantém as mulheres à margem da sociedade. Ela terá que usar uma burca, andar atrás do homem, não poderá sair só, jamais deverá se atrever a falar com qualquer homem“.

Pois é, galera, posso afirmar – para a alegria geral de quem gosta de viajar – que isso que escrevi não corresponde à realidade. Aliás: está muito longe de ser verdade!

Antes de começar, gostaria de dizer que esse post tem a intenção de mostrar um pouco a realidade do país, futuramente escreveremos um post mais turístico, falando sobre o que visitar, como se locomover, etc. Outra coisa: não sou historiador (mas gostaria muito de ser, eheh), tampouco cientista político. Mas a experiência de passar 10 dias viajando pelo Irã me dá um certo know-how para falar sobre o assunto. E antes que alguém pense algo como: “você esteve lá apenas como turista, não sabe a realidade das coisas” ou “somente 10 dias e quer falar a respeito do país?”, aqui vai minha resposta: acho que posso e tenho mais autoridade que quem pensa assim, pois esse conhecimento não se resume a “coisas ouvidas pela TV”, muitas vezes através de canais bastante parciais. Já tinha lido muito a respeito, fui ao país, não me hospedei em hotéis, mas em casas de locais, conversei com bastante iranianos. Por isso, ainda que possa ter trazido alguns equívocos na bagagem, me atrevo a dizer que tenho mais fundamento no que afirmo que quem não viveu tudo isso.

Diferentemente do que muita gente imagina, a população iraniana não é árabe, é persa, aquela do livro de História, de Dário, Ciro e Xerxes. Para quem não é muito afeito à História, o filme 300 mostra, de forma fantasiosa, a batalha entre Esparta e a Pérsia, com Rodrigo Santoro no papel de Xerxes, imperador Persa.

Persépolis

O portão de entrada de Persépolis. Apesar de tanta gente aparecer na foto, não se engane: aí devem estar todos que visitavam o sítio arqueológico naquele dia! O lugar é praticamente vazio se comparados a outros sítios similares pelo mundo!

O Império Persa remonta o século VI A.C, cuja religião predominante, então, era o zoroastrismo. Apenas a partir do séc VI D.C., ou seja, mais de mil anos depois, o islamismo foi, aos poucos, sendo introduzido pelos árabes.

Em 1979, a Revolução Iraniana (com partes retratadas em outro filme hollywoodiano – Argo) destronou o Xá Reza Pahlevi, aliado das grandes potências ocidentais, e instituiu uma teocracia islâmica que se mantém até hoje.

Feitas essas considerações, vamos à nossa aventura.

Partimos de Istambul diretamente para Teerã, capital do país. Uma cidade como tantas outras que já tivemos a oportunidade de conhecer e nada que causasse surpresa a brasileiros: muitas ruas congestionadas, uma imensidão de carros, metrôs lotados e pessoas andando apressadas. Poderia ser qualquer grande cidade brasileira. O que a faz diferente das demais são algumas peculiaridades.

A primeira delas é motivo de muita discussão e também de ideias erradas a respeito do Irã: A VESTIMENTA!

Muitos imaginam que as mulheres no Irã usam burca. Pois vamos então fazer o primeiro esclarecimento de todos: burca é uma roupa que cobre a mulher por inteiro, inclusive os olhos, de maneira que ela apenas pode ver o mundo exterior através de uma pequena tela. Se a mulher cobre todo o rosto com exceção dos olhos, ela não está vestindo uma burca, mas um “nicab”. No Irã, qual das duas opções as mulheres são obrigadas a usar?

Nenhuma delas. Todas têm de usar véu no Irã, independentemente de serem ou não estrangeiras. Mas, diferentemente de Istambul, Marrocos e outros países de maioria muçulmana, não vimos NENHUMA MULHER no Irã cobrindo o rosto. Volto a repetir: NENHUMA! Se há, nós não vimos nos dias em que lá estivemos. Na rua, você não verá nenhuma mulher sem véu. No entanto, isso não quer dizer que todas elas o usam por serem muçulmanas e quererem andar de acordo com as regras religiosas. É uma imposição do governo, e é possível observar que muitas delas não parecem satisfeitas com isso. Apenas jogam o véu de qualquer jeito na cabeça, com meio cabelo do lado de fora, algo do tipo: “pronto, já que sou obrigada, estou usando, mas não me encha o saco!”. Isso apenas para demonstrar que aquela imagem que muitos têm de que as mulheres ficam apenas com os olhos de fora no Irã é falsa. Na Suíça, França, Bélgica, Holanda e outros países europeus, nós já vimos muito mais mulheres cobertas, até mesmo de burca, que no Irã.

Garotas em Teerã

Fomos parar para deixar que um rapaz tirasse as fotos das garotas iranianas e elas convidaram Gabi para entrar de modelo na cena!

Iranianos

A moda de tirar fotos e postar nas redes sociais está pelo mundo todo, inclusive no Irã

O comportamento dos jovens iranianos é bem parecidos com o dos ocidentais

O comportamento dos jovens iranianos é bem parecido com o dos ocidentais

Gabi, já sabendo dessas informações, tinha preparado toda sua indumentária, sobre a qual ela escreverá um post futuramente.

Homens se vestem de maneira bem comum para o ocidente, calças e camisas de botão ou de malha mesmo. Vários usam camisas de futebol. O único detalhe é que não podem vestir bermudas ou camisas sem manga. De resto, tudo igual.

Outra coisa que chama nossa atenção é a DIVISÃO DE ESPAÇOS NO TRANSPORTE PÚBLICO:

Quando pegamos ônibus em Teerã, observamos que a parte da frente é onde ficam os homens e a de trás, as mulheres. Só que longe de isso impedir que mulheres andem com seus respectivos maridos/namorados. Gabi sentou comigo na frente do ônibus todas as vezes, nunca houve problemas. Observamos que outras mulheres também sentaram na frente, mas não vimos homens irem para a parte reservada às mulheres.

Nos metrôs, há vagões exclusivos para mulheres. Elas podem andar nos demais vagões, Gabi sempre andou comigo e vimos várias outras também nesses vagões. Na hora de pico, no entanto, quase todas preferiam os vagões exclusivos. Mas aqui pra nós: esse lance de vagão exclusivo pra mulher não é de causar espanto, né? Afinal, aqui no Brasil nós também temos e por razões nem um pouco lisonjeiras.

Metrô em Teerã

Vagão do metrô exclusivo para mulheres

Sentamos sempre juntos!

Sentamos sempre juntos!

Muitos imaginam que as mulheres têm um papel secundário na sociedade iraniana. É importante lembrar que, antes da revolução iraniana e 79, as mulheres já estavam em uma posição bastante favorável na sociedade. Com a ascensão dos líderes supremos (aiatolás), há quem afirme que houve um grande retrocesso. Entretanto, diferentemente do que ocorre em países como a Arábia Saudita, as mulheres dirigem carros, trabalham, saem sem seus maridos, namoram, etc. Não posso afirmar, com certeza, o quão livres elas são em relação aos relacionamentos em geral. Mas, pelo que podemos conversar com locais, não é algo como muitos pensam. Teerã, a capital, é uma grande metrópole, e como toda grande cidade, há uma série de coisas que eu correm lá que talvez não ocorram em cidades menores. Isso significa que, andando pelas suas ruas, você verá casais de mãos dadas, jovens namorando nos parques, e paqueras em geral. Muito distante daquela imagem que temos de um país muçulmano.

Um casal conversando normalmente na principal praça de Isfahan

Um casal conversando normalmente na principal praça de Isfahan

Casal em Shiraz

Em um passeio por um belo parque perto de Shiraz nós vimos essa “árvore de chiclete”

Muitas coisas no chamaram atenção: as mulheres, como apenas podem mostrar o rosto, usam muuuuita maquiagem. Mas muita mesmo! Outra coisa interessante é o fato de que é enorme o número de mulheres que fazem cirurgias plásticas no nariz. Chegamos a ouvi falar que o país era recordista mundial em nose jobs, esse tipo de cirurgia. Isso mostra o alto nível de vaidade das mulheres iranianas.

HÁ QUEM ACREDITE QUE O IRÃ AINDA VIVE COMO NA IDADE MÉDIA. De maneira alguma. Qualquer lugar que você for, verá todas as pessoas com smartphones, mandando mensagem por whatsapp, vendo vídeos pelo celular, ouvindo músicas com fones de ouvido. Uma curiosidade do país é que, devido ao embargo que sofre, não há grandes marcas à venda. Você não verá uma loja vendendo Nike, Adidas, ou nenhum outro ícone do ocidente. Por isso, ao andar pelo Bazar, além dos famosíssimos e lindíssimos tapetes persas, você vai encontrar um monte de produtos que carregam essas marcas citadas por preços baratos, pois são todas falsificadas. Você vai ver qualquer coisa da marca “Apple”, de camisas a canetas, de camas a cuecas e calcinhas, eheheh….

PERAÊ!! Eles vendem roupas íntimas assim? “De boa” em um bazar?? Vendem. E algumas, inclusive, bastante eróticas, expostas para quem quiser comprar. Pois é, amigo, como disse acima, o país não é tão quadrado como imaginamos…

Roupas íntimas no Bazaar em Teerã

Alguns tops à disposição das clientes. Mas posso garantir que havia muitas outras cositchas mais eróticas por ali…

Ainda quanto a marcas e grandes redes, devido ao embargo, boa parte da população anseia em conhecer um McDonalds, Burger King, etc. Como eles não dispõem dessa opção por lá, a gente encontra desde um “Burger Land” com design de Burger King, a um KFC genérico. Quem não tem cão, caça com gato, eheheh

Grandes marcas do Irã

No sentido horário: “Burger Land”, para quem não tem “Burger King”; típico frango frito “a la KFC”; Gabi no KFC genérico (e o “K” significa mesmo Kentucky!); loja no shopping de Shiraz, vitrines sem as famosas marcas ocidentais

Com carros, não é muito diferente. Boa parte da frota ainda é bem antiga. Há muitos carros Peugeot, mas a maioria é de 306, carro que há muito não temos por aqui. Você verá carros modernos, mas são poucos. Nesse ponto, me lembrou um pouco o Brasil nos anos 80. Até mesmo em relação ao trânsito. Quem tem mais de 30 anos deve se recordar que ninguém usava cinto de segurança, criança ia solta no banco de trás, fusca levava 427 pessoas, por aí vai. No Irã ainda é um pouco assim. O trânsito de Teerã é possivelmente o pior que já presenciei. Lembro que fiquei espantado quando estivemos em Marrakech, mas confesso que o de Teerã é bem pior: motos por cima das calçadas, ninguém para em faixa de pedestres, caos total. O pior trânsito do Brasil, nesse ponto, ainda é primeiro mundo se comparado ao de lá.

Carros no Irã

Na lindíssima Isfahan, o que mais se vê são veículos antigos

Aí vem a grande pergunta: mas SE OS IRANIANOS ODEIAM OS AMERICANOS, por que razão eles cultuam as  grandes marcas e têm tanta vontade de tê-las em seu país?

Pois então, todos os iranianos com quem conversei foram unânimes em afirmar que eles não têm nada contra os EUA e os americanos, muito pelo contrário, gostam bastante e curtem muita coisa daquela cultura. Nos celulares das pessoas a trilha sonora é, além de música persa, Jennifer Lopez, Katy Perry, Madonna, por aí vai… Infelizmente não consegui tirar uma foto de um carro que tinha uma plotagem enorme no vidro traseiro daquela que é a minha banda favorita, o Metallica! O seu motorista me apareceu com uma camisa preta, com o famoso símbolo do Iron Maiden, algo que eu não imaginava ver no Irã. Agora me fale a verdade, sem esse testemunho, você imaginaria coisas assim por lá? Porque sabemos que os brasileiros acham que quem ousar ouvir esse tipo de música ou usar algo que remeta ao heavy metal seria sumariamente punido pelo governo, mas não é assim.

Quando passamos em frente à antiga embaixada americana em Teerã, justamente aquela retratada sendo invadida no filme Argo, a imagem é um pouco chocante: desenhos da bandeira americana em chamas, frases de efeito como “Abaixo a América” e a Estátua da Liberdade em forma de caveira. Mas seria essa também a opinião do povo?

Embaixada americana em Teerã

Imagem icônica: o suposto “ódio à América” estampado nos muros da antiga embaixada dos EUA

Prédio em Teerã

Mas como assim?!? Obama de garoto propaganda pelas ruas de Teerã? Com essa eu não contava!

Não foi o que me pareceu. As pessoas com quem conversei a respeito foram taxativas em informar que aquilo é “coisa do governo”, que os iranianos não concordam com essa posição e que já passou da hora de os americanos terem uma representação no país. Eles se referiam àquelas pinturas como “coisa para inglês ver”, ou seja, para todos os efeitos o país e sua gente odiavam os EUA, mas que isso não era verdade. Com certeza há aqueles que não curtem a América, mas ficou muito claro que deve se tratar de uma minoria, ou eu tive a coincidência (bem como outras pessoas que também já visitaram o país) de apenas encontrar aqueles que pensavam diferente.

MAS SERIA MESMO SEGURO VIAJAR PARA O IRÃ?

A primeira informação que eu preciso dizer sobre o Irã é que é um país extremamente seguro. Você pode andar pelas ruas sem medo de ser assaltado ou agredido, diferentemente do que ocorre em grande parte dos países da América Latina. É bem verdade que fomos alertados de que não é incomum ocorrerem pequenos furtos, os famosos batedores de carteira existem no Irã. No entanto, violência urbana é algo que sequer cogitam pelo país, informação dada por todos aqueles que com quem conversei.

E tanto faz a rua estar vazia, ser de noite, etc. Também nos foi dito que o país é seguro para as mulheres, que diferentemente de locais como o Marrocos e outros países muçulmanos, as mulheres não são importunadas nem mesmo quando estão a sós.

Nós conhecemos, em Isfahan, uma portuguesa que estava viajando pelo país de moto, sozinha. Ela nos disse que, apesar de em alguns locais ter sentido um certo machismo, não teve problemas em seu itinerário e, quando precisou, foi prontamente ajudada por iranianos. Coisa que a gente descobre ser do povo iraniano, uma prestatividade sem igual.

Muitas vezes conhecemos pessoas nas ruas do Irã. Em pelo menos três oportunidades, Gabi notou que não foi cumprimentada pelos interlocutores (homens, no caso), na verdade teria sido ignorada, pois eles apenas conversaram comigo, sem interagir com ela. Não sabemos se isso ocorreu por machismo, ou por não terem se sentido à vontade para conversar com a esposa de um estranho. Eu acredito que era machismo, mas vai saber… Felizmente, nas outras muitas ocasiões, todos a cumprimentavam e conversavam normalmente com ela, ou seja, as vezes que ela foi ignorada foram realmente pouquíssimas.

BEBIDA ALCOÓLICA É PROIBIDA NO PAÍS, ASSIM COMO QUALQUER TIPO DE DROGA. Porém, em uma conversa com iranianos, você é rapidamente informado de que é possível conseguir bebida alcoólica a qualquer momento no país. Obviamente que o risco não deve compensar, pois, além de se pagar muito caro pelas bebidas (pois são clandestinas), há o risco de ser punido. Mais uma vez, para nossa surpresa, nos foi dito que quando alguém é pego com bebida alcoólica, é comum dar propina para os policiais e sair de boa. Por sinal, em um dos meus passeios, decidimos subir um morro para ter uma melhor vista da cidade de Shiraz. O que vimos? Uma pequena embalagem de vodka… Pra mim, que não bebo álcool, não teria o menor interesse em comprar nada, ainda mais porque jamais desrespeitaria a regra do país. Mas tenho certeza que muita gente que agora lê esse post imaginava que a população de lá toda condena o álcool e que jamais haveria consumo. “Sabe de nada, inocente…

Bebida no Irã

AHÁ!! Alguém tomou umas “pinga” com direito à imagem de garota sensual!

Mais de uma vez vi pessoas usando camisas e até uma bolsa com uma folha de maconha desenhada pelas ruas do Irã, não apenas em Teerã, mas também em Shiraz e Isfahan. Pior: para meu espanto, em um passeio que fizemos a um parque, vi um grupo de rapazes fumando a famosa erva. Por essa, nem eu, que já tinha lido bastante sobre o Irã e tinha uma certa ideia do que estava por vir, esperava!

OUTRA IDEIA QUE SE TEM DO IRÃ É QUE, POR SER UMA REPÚBLICA ISLÂMICA, TODOS SEGUEM AS DETERMINAÇÕES DOS AIATOLÁS, LÍDERES RELIGIOSOS SUPREMOS, POIS TODOS SÃO MUÇULMANOS XIITAS. Não é bem assim. Todo mundo é obrigado a seguir certas regras dos aiatolás, mas isso não significa que toda população é muçulmana.

Teerã

Os onipresentes aiatolás, líderes religiosos supremos do Irã: Khomeini (já falecido e líder da Revolução Iraniana de 1979) e o Khamanei, atual líder. Os velhinhos estão por toda parte!!

Vamos então a alguns detalhes: há uma minoria cristã no país. Inclusive nós visitamos uma belíssima igreja cristã ortodoxa, chamada Igreja Vank, na cidade de Isfahan. Pelo que conversei com os iranianos, não é possível criar novas igrejas cristãs, mas as que já existem são mantidas. Os cristãos, obviamente minoria, podem assim se apresentar. Eles podem inclusive se tornar muçulmanos, mas a via contrária não é possível, pois deixar de ser muçulmano é algo que pode chegar à pena de execução.

O interior da lindíssima Catedral Vank, em Isfahan. Há igrejas cristãs no Irã!

Igreja abandonada em Shiraz

O que sobrou de uma antiga igreja cristã abandonada em Ghalat, próxima a Shiraz

A maioria da população, que é muçulmana xiita, não é fundamentalista do jeito que parece. Muitos, mas muitos iranianos parecem dizer que são muçulmanos apenas da “boca pra fora”, pois não seguem os preceitos da religião. Como o estado teocrático já existe há 36 anos, a nova geração tem se mostrado bastante resistente a seguir suas ideias. Boa parte das jovens famílias atuais refuta a possibilidade de dar nomes árabes aos seus filhos, o que para eles representa a imposição do islã e a relegação de sua cultura persa a um posto irrelevante, inadmissível na visão deles.

Em uma determinada conversa com um iraniano, afirmei estar surpreso com o fato de saber que muitos deles não seguiam as determinações dos aiatolás, pois confessavam beber, fazer festas em pleno ramadan, dormir na casa da namorada, entre outras “atitudes pecaminosas”, ou seja, não se importavam em fazer algo proibido.

A resposta veio em forma de comparação e não poderia ter sido melhor:

“- No Brasil, é proibido passar no semáforo no sinal vermelho?”

“- Sim, é proibido”.

“- Ou seja, você está me dizendo que nenhum brasileiro fura o sinal então…”

Finalmente, SERIA O POVO IRANIANO INTOLERANTE E PERIGOSO, COMO BOA PARTE DO MUNDO IMAGINA?

Nem de longe. Até antes desta viagem, se alguém me perguntasse quem era o povo mais simpático que já tínhamos conhecido, responderíamos, sem pestanejar, que era o povo azeri, do Azerbaijão. Hoje, sem sombra de dúvidas, responderia que se trata dos iranianos. Coincidência ou não, os iranianos e azeris eram um só povo, pois faziam parte do império persa.

Dá para notar que os iranianos gostam de conversar sobre política, mas de uma maneira bastante polida e civilizada, diferentemente de como os brasileiros se comportam quando se trata deste assunto. Na verdade, o povo iraniano é, em geral, bastante educado e civilizado, com um nível geral de instrução que não chegamos nem perto. Ao falar sobre religião, mesmo com aqueles que se diziam mais fervorosos, não notamos qualquer tipo de imposição de seus pensamentos ou reprovação ao descrevermos fatos no Brasil. E olhe que discutimos assuntos considerados tabus para o Irã, como divórcio, ateísmo, casamento gay, direitos das mulheres, etc.

Nas três cidades que visitamos (Teerã, Isfahan e Shiraz), ficamos hospedados em casas de iranianos. Você se surpreende de ver que as pessoas oferecem o que têm de melhor sem nem ao menos lhe conhecer direito. Eles se preocupam em saber o que você gosta de comer e beber para providenciarem e não deixar faltar um dia sequer.

Nas ruas, caso você precise de ajuda por estar perdido, não conseguir se comunicar ou algo do tipo, pode ter certeza de que não faltarão pessoas dispostas a lhe ajudar. Vou além: muitos sairão de seus trajetos para lhe levar aonde quer ir.

Exemplo interessante da prestatividade do povo iraniano: uma noite estávamos indo de Shiraz a Teerã em um ônibus leito. Um rapaz que estava sentando em um banco atrás do nosso me fez uma pergunta em farsi, idioma local. Prontamente mostrei que não sabia falar farsi. Em cinco minutos, o rapaz, em um inglês limitadíssimo, nos trouxe um prato com tomates e algumas frutas, nos oferecendo para comer com ele. Educadamente recusei, apesar de sua insistência. Uma hora mais tarde, o ônibus parou em uma rodoviária, por 30 minutos, para que fossem usados os banheiros e para quem quisesse comer algo. Não sabendo qual era o banheiro masculino e feminino, pois estava escrito em farsi, o rapaz nem esperou nossa pergunta e já apontou. Ao sairmos dos banheiros, que eram pagos, o rapaz já tinha pago o valor pra gente e não deixou que o reembolsássemos. Com um sorriso no rosto, disse que era um prazer o que tinha feito por nós. Para nossa surpresa, outro rapaz, que estava se servindo em um prato enorme, nos ofereceu uma cadeira para que nos servíssemos do prato dele.

Esses dois exemplos não são nada comparados a quantas vezes fomos parados nas ruas para sermos cortejados, saudados ou ouvir um simpático “welcome to Iran“. Ainda houve quem pagasse passagens de ônibus, oferecessem para ajudar a carregar malas, colocassem crédito no nosso celular, etc. Realmente, os iranianos são de uma hospitalidade sem igual, como nunca vi. Não posso negar que me sentia constrangido quando perguntado algumas vezes qual a ideia que os brasileiros faziam dos iranianos. Jamais queria ser rude com aquele povo tão simpático, mas não poderia negar que a imagem que tínhamos era aquela demonstrada pela mídia mundial. Prometia, contudo, que escreveria um post contando a nossa aventura maravilhosa pelo seu país.

Táxi em Teerã

A caminho do aeroporto de Teerã. O taxista não falava NADA de inglês, mas, sabe lá como, trocamos altas ideias! rs

A minha ideia, ao escrever esse post, é quebrar alguns dos muitos mitos e preconceitos que nós, brasileiros, temos em relação ao Irã. Há, obviamente, algumas deficiências no país em relação ao turismo, coisas que não passarão em branco quando fizermos um post mais turístico, onde pretendo mostrar a beleza e os encantos deste país, com a certeza de que, tendo descoberto que é um lugar bastante viável para ser visitado, possa torná-lo um destino na lista daqueles que gostam de conhecer lugares exóticos e queiram fugir dos roteiros mais batidos no mundo das viagens.

Finalmente, o Irã é um país para ir mais vezes. Infelizmente, por causa do curto tempo da viagem, ficamos sem conhecer Abadan, Yazd, Kashan e Tabriz, cidades que merecem ser visitadas. No futuro chegaremos lá! 🙂

Pra encerrar, um clipe de um cantor iraniano (que por razões óbvias não mora lá), cuja letra significa “REQUEBRE”! Ah, ele faz bastante sucesso entre os jovens iranianos e está cantando em persa.

Leia também:

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46 Comentários

  1. Jean Michel

    Você poderia também postar um artigo sobre hospitalidade nesses paises que ja visitou. Aliás, qual o melhor em hospitalidade

  2. Jean Michel

    Eu achei super interessante o post, com todas as explicações e tudo mais, mas eu acho também interessante quando leio posts sobre outros países também.A maioria das pessoas preferem ir apenas para cidades turisticas e não para outras cidades. Falo isso porque já estive na China em uma cidade chamada shenzhen e nas Filipinas em uma cidade chamada cabanatuan. Todas elas não eram turisticas mas tomei um certo cuidado antes de ir. Não tive qualquer problema em nenhuma delas por parte dos locais, exceto nas Filipinas onde meu cartão foi clonado e perdi todo meu dinheiro( que depois minha mae me emprestou). Não acho bom viajar para ver pontos turísticos,pra mim não tem graça nenhuma, mas cada cabeça um pensamento.

    • É isso mesmo, Jean, é tanta coisa nesse mundão pra gente conhecer, não é mesmo? Tem muita coisa bonita fora dos roteiros famosos e que muita gente não dá importância, sequer sabem que existem! Trazemos outras perspectivas dos países visitados e ampliamos nossa capacidade de comparação!
      Grande abraço e obrigado pelas palavras!

  3. Elizabeth

    Parabéns! Amo quando visão distinta da opinião pública entra em ação, ainda mais quando nos encoraja. Muito obrigada!

  4. Henrique

    Boa Noite Fabrício!
    Estive no Irã duas vezes ( 2013 e 2014 ) por 1 mês cada vez,
    Amei o Irã! O povo é extremamente hospitaleiro, o país é lindo e seguro. O trânsito realmente é um caos.
    Na primeira vez fui a Teerã, Esfahan, Yazd e Shiraz.
    Na segunda vez conheci uma iraniana no metro em Teerã e fiquei 23 dias na casa dela convivendo e aprendendo os costumes persas. Viajamos para Guilan ( sua província ) e conheci Lahijan ( sua cidade )
    Concordo e assino embaixo tudo o que vc escreveu.
    Abraços

    • Olá, Henrique!
      Fico feliz de saber que essa não é apenas uma impressão minha, mas um fato a respeito do Irã.
      Um país apaixonante, cujo povo passa muito longe de merecer a desconfiança que boa parte dos brasileiros tem deles.
      E que sonho que deve ser poder ter a oportunidade de passar pelo menos um mês por lá!
      Obrigado pelo comentário!
      Grande abraço!

      • Henrique

        Oi Fabrício:
        Concordo com tudo que você mencionou. O Irã merece ser visitado, pois é um país fascinante e de um povo maravilhoso.
        Aha! Esqueci de mencionar. Também estive em Sanandaj no Curdistão Iraniano. Costumes um pouco diferentes do resto do Irã e um povo super amável e gentil.
        Parabéns pelo post.
        Abração: Henrique

  5. Meiryane

    Bem explicado seu post. Parabéns, foi de grande ajuda!

  6. Que coisa linda, gente! Um post esclarecedor, para quebrar preconceitos!
    Senti-me tocada com a história dos rapazes do ônibus!
    Vou compartilhar!
    Um abraço.

    • Muito obrigado!
      O caso dos rapazes do ônibus serve bem para ilustrar o que é povo iraniano! Perdemos a conta de quantas vezes pessoas nos paravam para ajudar, oferecer um chá, bater papo, etc.
      Vamos voltar lá, sem dúvida!
      Abs

  7. Uau!!! Que incrível este seu material. Tirou muitas idéias construídas pelo tempo em minha mente. Parabéns

  8. Que post sensacional, cara! Fiquei encantado com Irã. Já entrou pra minha lista!

  9. Antonio

    Que legal.
    Qdo morei na Inglaterra, trabalhei com uma família Iraniana.
    São gente boa, alegres, brincalhões..

  10. Eric

    Ótima materia mano!
    Em questão de preços, é muito caro?

    • Valeu, meu querido!

      Olha só, passagens aéreas pra lá não costumam ser muito baratas. Saímos de Istambul pela Turkish e voltamos para Zurique, pela Pegasus. Paguei algo em torno de quase 2 mil reais, as 4 passagens (eu e Gabi), foi na época mais alta do dólar.
      Hotéis lá não são muito em conta, mas fizemos couchsurfing, ou seja, barateou muito.
      As atrações têm preços quase que tabelados, na faixa de 4 euros. Sai bem barato quando esse é o valor para entrar em Persépolis, mas caro quando se trata de algum lugar sem grande importância.
      No entanto, a viagem é fantástica, quero voltar!
      Abraços

  11. Mario

    Poxa me fez sentir muita vontade de visitar o Ira, e sem duvida eh um banho de informacoes diferentes das que estamos acostumados. Estou pensando ate em incluir este pais no meu roteiro de viagem. Vou comecar a viajar em Setembro. Voces chegaram de que maneira pelo ira? eu ja vi quem chegou por trem vindo da Turquia. E se entendi direito nao eh facil reservar hoteis online, e tem alguma dica de como fazer isso? Eh isso um abraco pra voces, demais o blog, eu nao consegui ver a metade ainda, mas ja li sobre a Etiopia e que me interessou muito pois irei passar por la.

    • Olá, Mário! Tudo bem?
      Que bom que gostou do post sobre o Irã. Posso te afirmar, sem pestanejar, que se trata de um país de cultura riquíssima, população muito simpática e acolhedora e muito seguro.
      Nós chegamos por lá partindo de Istambul pela Turkish e chegando a Teerã. Nossa volta foi também por Teerã, mas pela Pegasus com destino a Zurique. Sei que há possibilidade de chegar por trem, é uma viagem longa e, como tínhamos tempo reduzido, fomos de avião.
      Tentamos contactar hotéis pela net, mas não foi fácil. Não respondiam aos emails, era uma complicação. Como terminamos por decidir fazer couchsurfing, deixamos pra lá.
      Ficamos no Ibis na última noite, que é bem fácil de reservar, mas é muito longe do centro, vale a pena se você vai sair ou chegar durante a noite.
      Abração!

  12. ulisses

    Interessante. Os cristãos podem virar muçulmanos, mas o contrário não eh permitido. Vejo um problema na liberdade religiosa.

  13. Karina

    Excelente post, Fau.
    Beijo grande

  14. julia

    Acabei de conhecer o blog e já amei. Apesar de não conhecer o Irã (está em meus planos) já tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas que visitaram o país e todos são unânimes em afirmar que é um país maravilhoso de se visitar. Grande abraço a vocês (meus conterrâneos!! rsrsr).

    • Olá, Júlia! Tudo bem?
      O Irã é um destino fantástico e MUITO seguro! Se tiver a oportunidade, visite o país assim que puder pois, com a abertura, o país pode perder um pouco da sua essência e ficar mais ocidentalizado.
      Muito obrigada pela mensagem!
      Abraços 😉

  15. Fantástico! Cada vez que vejo alguém falando sobre o Irã, só aumenta minha vontade de conhecer esse país… Todos os relatos que leio são inspiradores, deve ser um país muito legal! Pra nós é um sonho! 🙂 Parabéns pelo texto!

    • Obrigado!
      Olhe, eu recomendo muito uma visita ao país! Apesar do visto dar um pouquinho de trabalho, compensou.
      E quanto mais cedo vc for, melhor, porque ainda dá para passear nas grandes atrações com pouquíssimos turistas!
      Grande abraço!

      • Mah

        Fabrício, como já havia comentado com a Gabi, fui ao Irã e tirei o visto na entrada do país.
        Paguei 50 euros + 18 euros de seguro de viagem (em dezembro de 2015).
        Você só deve apresentar uma reserva de hotel, pois eles ligam mesmo para saber se você realmente se hospedará no tal hotel e ai sim, poderão te dar o visto.
        Ah, não pode ter visto de Israel no passaporte! O visto americano eles não implicaram.
        Foi bem tranquilo.

  16. Paula Kota

    Olá
    Eu sou a portuguesa que vocês encontraram no Irão 🙂
    Confirmo tudo o que escreveram aqui.
    É um país fantástico !!!!
    Nunca em momento algum me senti ameaçada ou em perigo
    Continuação de boas viagens
    Paula Kota

  17. Fernanda

    Adorei este post! Eu tinha uma imagem totalmente diferente sobre este pais. Comecei a me interessar por essa cultura quando conheci uma iraniana q, de fato, nao correspondia aos meus “pre- conceitos”. Ela e’ uma pessoa super calorosa, aberta, prestativa.Enfim, nao tem nada a ver com o q a midia mundial nos transmite, e infelizmente, muitas vezes- ingenuamente ou inconscientemente- absorvemos.
    Nada mais enriquecedor do q quebrar tabus, abrir a nossa mente…
    So achei estranho o fato de q , certa vez, quando fui apresentada a um iraniano, estendi a mao para cumprimenta-lo mas ele nao correspondeu ao gesto. Tipo assim: a minha mao ficou “no ar”. risos. Fiquei meio desconcertada, mas ele foi super cordial no resto do tempo.
    Parabens e este post ficou muito interessante, mesmo!
    Paz e luz!

    • Obrigado, Fernanda!
      Pois é, acho que a maioria das pessoas não tem ideia de que o Irã seja desse jeito. Na verdade, colocam todo o Oriente Médio em um balaio só, mas não é desse jeito não.
      Eu recomendo MUITO uma visita ao país. Simplesmente lindo! Esfahan é uma cidade imperdível!
      Quanto ao “ficar no ar” ao apertar a mão de alguém, isso quase aconteceu com Gabi por lá, mas nada que se comparasse à grande parte das vezes em que ela foi efusivamente cumprimentada.
      O Irã é show de bola, já estou saudades…

  18. Arcanjo

    Parabéns pelo ótimo post Fabrício! Infelizmente não é pequeno o número de pessoas que possui uma visão distorcida do Irã em função da mídia de massa. Eu como já tive a oportunidade de conversar algumas vezes com um iraniano amigo de uma amiga sei que a realidade do país não é aquilo que o brasileiro médio pensa.Engraçado que irei ao Azerbaijão ano que vem e um dos argumentos utilizados por alguns dos meus amigos para me taxarem de “louco” e me recomendarem não visitar o Azerbaijão é porque ele fica ao lado do Irã, hahahaha. Vou mostrar esse seu post a eles!

    • Obrigado, Arcanjo!
      Acho que depois da excelente experiência que tivemos lá e do tratamento e gentileza sem iguais por parte dos iranianos, nada mais justo que escrever um post relatando tudo isso!
      O Azerbaijão e o Irã são passeios dos quais você não se arrependerá, com certeza!
      Lugares interessantíssimos e com os povos mais simpáticos que conhecemos, como dito no post!
      Grande abraço e boa viagem!

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