Yangon: a nossa porta de entrada em Myanmar

Myanmar sempre nos pareceu um destino distante, por ser um país comandado por um regime militar e que há pouco tempo se abriu turisticamente para o mundo. Imagine que o país, até o final da década de 80, chamava-se Birmânia e que em 2010 passou oficialmente a ser denominado União de Myanmar, nome que até hoje não é reconhecido pelos Estados Unidos e Reino Unido.

Yangon, a nossa porta de entrada no país, se chamava Rangum antes da Birmânia ser transformada em Myanmar. A cidade era capital do país até 2006 e, após as mudanças, perdeu esse status para Naypyidaw, uma cidade situada mais no interior de Myanmar.

Assim que compramos as passagens para a Ásia tínhamos uma certeza: conhecer Myanmar seria uma de nossas prioridades. Isso se deve ao fato de que, com o turismo em ascensão, é inevitável que o país passe por transformações nos próximos anos e acabe ganhando toques de globalização.

E não podemos negar que acertamos, e muito, na nossa escolha! Foi durante os nossos passeios pelo país que mergulhamos em uma cultura muito diferente de todas que até então conhecíamos, de um povo que nos tratou com tanta gentileza e simplicidade que até então é inigualável. E isso tudo se deve ainda ao fato desse povo ter tão pouco contato com o mundo externo e coisas tão comuns para nós, como uma rede americana de fast-food, ainda não existe em Myanmar.

A foto abaixo retrata muito bem a nossa primeira paisagem urbana assim que tomamos um táxi do aeroporto em direção ao centro da cidade: transporte público bem diferente dos padrões brasileiros e homens vestindo Longyi (uma pano que eles amarram na cintura e devem cobrir até a altura dos pés).

Transporte em Yangon

Primeiras cenas de Yangon

Para ingressar no país, os turistas precisam de visto e só há a possibilidade de entrar em Myanmar por Yangon ou Mandalay. Por esses motivos, compramos as passagens da AirAsia de Bangkok para Yangon e de lá seguimos viagens por empresas nacionais até chegar a Mandalay e voltar para a Tailândia.

A moeda do país é o kyat birmanês, mas dólares americanos são aceitos por alguns taxistas e para pagar entrada nas atrações turísticas. Por isso levamos dólares para trocarmos pela moeda local, só que algo muito curioso aconteceu na casa de câmbio do aeroporto de Yangon: não aceitaram algumas notas nossas e não deram explicação. Depois percebemos que é comum não aceitarem notas mais velhas, amassadas, com pequenos rasgos e de algumas numerações não só em Myanmar como também em vários outros países da Ásia.

Como Yangon não é uma cidade com tantos atrativos turísticos quanto outras cidades birmanesas, organizamos um roteiro de um dia e conseguimos tranquilamente visitar as atrações mais famosas (as Payas ou Pagodas) a pé, já que é um lugar extremamente seguro, apesar de ter um trânsito caótico!

Vamos então às atrações?

# Shwedagon Pagoda

É a pagoda mais sagrada e antiga de Myanmar, por supostamente abrigar relíquias de quatro budas antigos e fios de cabelo de Siddhartha Gautana. Construída há 2500 anos, a Shwedagon Pagoda é uma estupa dourada que está situada na colina de Singuttara.

O lugar é tão amplo que há, além da várias imagens de diferentes budas, outras pagodas menores: Naungdawgyi Pagoda, Htidaw Pagoda e a réplica da Shwedagon Pagoda feita de ouro.

Quando fomos conhecer o local, a Grande Shwedagon Pagoda estava sendo restaurada, mas mesmo assim, há tantas construções bonitas em sua volta que a reforma acabou sendo apenas um detalhe. É claro que se não estivessem restaurando a Shwedagon, provavelmente voltaríamos à noite para vê-la iluminada.

Essa foi a primeira pagoda que visitamos no país, além de ser o nosso primeiro dia em Myanmar, ou seja, não só o templo era diferente dos que havíamos conhecido na Tailândia como também tudo era diferente naquele país, principalmente as pessoas, que nos olhavam com muita curiosidade.

Shwedagon Pagoda Yangon

Nós e os locais – estávamos tão curiosos quanto eles em relação a gente!

Como em vários outros templos no sudeste asiático, há um código de vestimenta para visitar as pagodas de Myanmar. Dessa forma, não é permitido o ingresso de pessoas vestindo:

√ Camisas e blusas com decotes, que mostrem a barriga ou os ombros;

√ Bermudas ou saias acima do joelho;

√ Sapatos;

Para não termos dificuldades, sempre visitávamos as pagodas vestindo calças e camisas de manga curta. Procurávamos sair de sandálias de borracha e mochila para guarda-las durante a visita aos templos e depois limpávamos os pés com lenços umedecidos.

O local está aberto para visitação todos os dias das 04:00 às 22:00 e os ingressos custam U$ 8 ou 8000 Kyats.

Clique aqui para maiores informações sobre o Shwedagon Pagoda.

# Maha Wizaya Pagoda

Localizada pertinho da famosa Shwedagon, essa é uma pagoda mais simples e bem mais nova (construída na década de 80). É uma pagoda bem menor que a sua vizinha e é diferente por dentro, pois as paredes e o teto são pintados em uma coloração azulada e desenhos, que lembram o fundo do mar.

A entrada principal da pagoda

A entrada principal da pagoda

Veja aqui o momento em que entramos na Maha Wizaya Pagoda:

Como os outros templos religiosos, também há o código de vestimenta.

A pagoda está aberta todos os dias das 06:00 às 22:00 e a entrada custa 200 kyats.

# Sule Pagoda

Localizada no centro comercial da cidade, a Sule Pagoda se destaca em meio a prédios modernos e edifícios governamentais. De acordo com a lenda, essa pagoda, de mais de 2500 anos, foi construída quando Gautama ainda era vivo e hoje abriga o cabelo do buda.

Fizemos uma visita por dentro da pagoda durante o dia, mas foi durante a noite que a estrutura nos deixou boquiabertos. A cidade de Yangon, apesar de ser a mais populosa do país, tem uma iluminação pública muito precária e andamos por várias partes da cidade totalmente no escuro. Por estar situada em uma parte mais importante da cidade há até alguns postes funcionando, mas mesmo assim nem essas poucas luzes ofuscam a beleza do lugar.

Yangon Sule Pagoda

Sule Pagoda durante o dia

Sule Pagoda Yangon

Mas é durante a noite que ela é muito mais bonita!

A Sule Pagoda está aberta todos os dias das 04:00 às 22:00 e a entrada custou U$ 3 ou 3000 kyats.

# Botataung Pagoda

Foi a última pagoda que visitamos em nosso passeio de um dia em Yangon. Após pararmos para conferir a iluminação da famosa Sule Pagoda, seguimos em direção ao rio Yangon até chegarmos à Botataung. Apesar de originalmente ter siso construída na mesma época da Sule e da Shwedagon, essa pagoda foi totalmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída depois.

Botataung Pagoda Yangon

Os locais meditando dentro da Boutataung Pagoda

Detalhe que quando fomos visitar essa pagoda, eu estava vestindo uma bermuda bem na altura do joelho e o senhor responsável pela venda das entradas até tentou puxar minha bermuda mais para baixo, mas como não conseguiu permitiu que eu entrasse mesmo assim.

A Boutataung Pagoda está aberta todos os dias das 06:00 às 20:00 e a entrada custou U$ 2 ou 2000 kyats.

Um detalhe curioso é que para visitar várias atrações turísticas no país, ao invés de recebermos um papel como ingresso, são colados adesivos em nossas camisas e chegamos a receber adesivo até para embarcar no avião!

Ainda durante o dia, enquanto andávamos pelas ruas de Yangon, fomos abordados por um guia, muito figura, que nos ofereceu um passeio pela cidade e que infelizmente não pudemos contratá-lo pela falta de tempo. Com um inglês bem desinibido, ele nos mostrou o seu cartão de visitas dizendo que era é guia licenciado, tradutor, intérprete e um caderninho onde os seus clientes escrevem sobre o seu serviço de guia (havia mensagem até de uma brasileira dizendo que gostou do trabalho dele). Como um cara tinha um papo bem interessante (passamos uns 5 minutos conversando com ele) avisamos que ajudaríamos ele informando aos leitores do nosso blog sobre o seu trabalho. Caso alguém tenha interesse, nos mande uma mensagem, pois temos o telefone, site e email dele.

Fabrício e o excêntrico guia Oo Oo Myat Khaing

Fabrício e o excêntrico guia Oo Oo Myat Khaing

Yangon e todas as outras cidades que visitamos em Myanmar, apesar de falta de estrutura urbana e turística, são muito seguras. Andamos por ruas sem iluminação pública alguma e em nenhum momento sentimos medo, só o de cair nos buracos!

Os locais pareciam estar muito curiosos com a nossa presença, mas nós também estávamos tão ou mais curiosos que eles para descobrir os segredos desse lugar tão pouco visitado e hoje temos lembranças incríveis do país onde nos sentimos mais bem acolhidos de todos da nossa aventura pelo sudeste asiático!

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16 Comentários

  1. Eliane Vasconcellos Leitao

    Vc poderia me passsar o contato do guia?

  2. Marialva F F Dias

    Adorei o post.Bem esclarecedor.
    Faz parte dos nossos planos conhecer Myanmar.
    A dificuldade esta em não saber o idioma ingles.
    É possível achar um guia espanhol.

    • Olá, Marialva! Tudo bem?
      Só vi a sua mensagem hoje. Desculpa em responder tão tarde…
      Não sei te dizer se há guias que falem espanhol, mas não duvido de ter.
      Myanmar é um país incrível! Espero que um dia você conheça 😉
      Beijos

  3. Samuel

    ola tudo bem? grato pelo guia. voce pode passar o contato do guia de Yangon?

    abs

  4. Gabriela Moniz

    Lindo, né Tha?
    É um país muito pobre economicamente e tão rico em cultura! Fiquei impressionada quando visitei esses locais e com a fé desse povo 🙂
    Bjão e obrigada pelo comentário!

  5. Thais Moura

    Que lugar incrível é diferente……
    Obrigada por compartilhar conosco.
    Bjos
    Thais
    http://www.curioviagens.com.br

  6. Gabriela Moniz

    Olá, Alessandra!!
    Maravilha estar nos preparativos para uma próxima viagem, hein?
    Os próximos posts sairão em breve 😉

  7. Adorei!! Ansiosa pelos próximos capítulos! Logo mais estarei lá vendo tudo com meus próprios olhos!!!

  8. Gabriela Moniz

    Hey!!!
    São tantos destinos para o lado de lá que fica bem difícil escolher o que visitar, né? Me avise quando tiver o roteiro 😉
    Bjs

  9. Por aí e Por aqui

    Adorei! Estou ansiosa em ver tudo isso com meus próprios olhos, mas estamos repensando esse destino! :

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