Camboja: o que ver em Phnom Penh

Grande parte dos turistas que vão ao Camboja toma-se pela ânsia de ver os templos Angkor, em Siem Reap, e deixam de lado a capital Phnom Penh, uma cidade interessante, com uma história que remonta ao Império Khmer, nos séculos IX até XV, passando pela invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, até o genocídio perpetrado pelo Khmer Vermelho.

Se você se interessa por história, tenha a certeza de que Phnom Penh é um excelente escolha para uma viagem ao sudeste asiático. Separe de 2 a 3 dias e vá conferir o que a capital do Camboja tem a oferecer!

Como já temos um post específico sobre a história do Khmer Vermelho e a visita que fizemos aos locais onde aconteceram as torturas e assassinatos (Tuol Sleng e Killing Fields) vamos deixar para falar de outras partes da cidade.

Vamos ver o que a cidade tem de interessante?

O primeiro local que visitamos foi o Independence Monument (Monumento à Independência), dedicado à independência da França, ocorrida na década de 50. Se você não sabe, o Camboja foi colônia francesa de 1867 até 1953 (enquanto colônia, era chamada de Indochina Francesa), embora atualmente não vejamos vestígios do país europeu, seja na arquitetura, seja na culinária.

Olhe o monumento ali no meio da rua!

O Independence Monument está localizado no centro de uma rotatória, lugar de difícil acesso e, por isso, resolvemos não tentar a atravessar a rua para chegar lá. Mesmo porque nem sabemos se é permitido entrar na área do monumento. Próximo ao local, há uma área extensa, muito bem conservada (limpíssimo o lugar), chamada de Sihanouk Boulevard, onde vimos turistas e locais se distraindo nos finais de tarde.

No boulevard, há uma estátua de bronze em homenagem ao Rei-Pai Norodom Sihanouk, uma das figuras políticas mais importantes do Camboja, falecido em 2012.

Camboja Statue of King Father Norodom Sihanouk

A estátua do Rei-Pai Norodom Sihanouk

Recomendo uma visita ao local no final de tarde, quando as luzes do monumento se acendem, mudando totalmente a paisagem, que fica muito mais bonita, é claro!

Saindo do boulevard, siga em direção à orla do Tonle Sap River, um dos rios que banham a cidade. É um lugar animado, com muitos bares e restaurantes bem legais. Foi no meio do caminho que vimos uma placa chamativa, que depois descobrimos que era em homenagem ao rei Norodom Sihamoni, filho de Sihanouk.

Placa homenagem ao rei do Camboja

No dia seguinte, voltamos ao mesmo lugar, onde vimos uma paisagem completamente diferente. Nem parecia que era o mesmo lugar!

Em frente ao local, está um dos pontos turísticos mais visitados de Phnom Penh: o Royal Palace (Palácio Real), um conjunto de edifícios construído no século XIX onde reside a família real do Camboja.

Turistas podem visitar o interior do palácio, entretanto há um código de vestimenta a ser observado, ou seja, nada de shorts curtos e camisas sem mangas ou com decotes.

Ruas de Pnhom Penh

Chegando perto do complexo do Palácio Real – observe como as ruas são limpas! 

Nem todas a partes do palácio estão abertas à visitação, mas apenas alguns prédios, como o Throne Hall, além do anexo onde ficam as Silver Pagodas, que são as pagodas prateadas. Paga-se uma taxa para entrar no palácio, mas vale a pena conhecê-lo por dentro, já que é uma das grandes atrações da capital.

Vá sem pressa: ande entre monges budistas, veja a riqueza de detalhes das construções e sente-se para apreciar as lindas pagodas prateadas.

Dentro Palacio Real de Phnom Penh

No sentido horário: um dos prédios do complexo, monges andando dentro do Palácio Real e as Silver Pagodas

Ao lado do Palácio Real encontramos o National Museum of Cambodia (Museu Nacional do Camboja), o maior museu de história e arqueologia do país, abrigando a maior coleção de arte Khmer do Camboja. Além de todo seu acervo, a arquitetura do museu é outro grande atrativo; basta ver na foto abaixo:

Camboja National Museum

O prédio onde está situado o museu. Lindo, né?

O museu está aberto todos os dias, das 08:00 às 17:00 e o valor da entrada é U$ 5 ou 500 riels do Camboja. Não pode fotografar nas salas de exposições. Para informações atualizadas sobre o local, acesse o site oficial.

Saindo do museu, indico seguir no sentido norte pela orla, Sisowath Quay, que por sinal é uma das orlas mais agradáveis que conhecemos! Calçadão impecável, muita limpeza e uma brisa gostosa que vem da direção do rio.

Olhe que lugar impecável!

Phnom Penh Riverside

Amamos essa orla!

Andando na orla, você inevitavelmente notará outro conjunto de edifícios e pagodas muito bonitos do seu lado esquerdo. Lá você visitará o templo budista mais importante do país, o Ounalom Pagoda, também chamado de Wat Ounalom.

Rua em Pnhom Penh

O Wat Ounalom está logo ali!

OunaLom Pagoda Phnom Penh

A entrada do templo

Além dos detalhes ao redor do templo, entramos para conferir o altar, quando vimos um monge fazendo suas orações. Paramos um pouco para observá-lo, quando nos deparamos com um mapa do mundo que logo desviou a nossa atenção. O interessante é que, nessa perspectiva, a Ásia está no centro da terra, diferentemente do eurocentrismo adotado pelos países ocidentais.

Dentro do OunaLom Pagoda

Dentro do Wat Ounalom: o altar, o mapa do mundo “diferente” e o monge no seu ritual

Caso você continue andando pelo Sisowath Quay, o que recomendamos, aproveite para comer algo em um dos cafés e tomar sorvete para aliviar o calor da cidade.

No primeiro dia, fomos almoçar no Camory Cafe & Resto, que serve pratos muito bem feitos e com valores acessíveis. Claro que não tão barato quanto nas partes não turísticas de Phnom Penh, mas achamos o ambiente agradável e com aspecto limpo. Pedimos comida comum, como o tradicional fish and chips (peixe com batata frita) e peito de frango grelhado com fritas.

Gostamos tanto, que repetimos o almoço no dia seguinte e dessa vez eu arrisquei e pedi o Amok, uma comida tradicional que me deixou mais apaixonada pelo Camboja. Só que esse Amok, embora estivesse delicioso, era meio ocidentalizado, já que foi servido dentro de uma massa e não na folha de bananeira. Mas tudo bem, depois experimentei o servido na folha lá em Siem Reap e estava tão gostoso quanto esse.

Camory Cafe Phnom Penh

Na parte superior, os nossos pratos do primeiro dia e, na parte de baixo, o Amok, sorvete de sobremesa e a vista que se tem do café

Já mostramos a parte mais bonita da cidade, mas não podemos esconder que Phnom Penh é uma cidade com muitos problemas: trânsito caótico, pobreza e sujeira. Se você não sabe, o Camboja está entre os países mais pobres da Ásia. Por isso, não queremos enganar ninguém e mostrar só o lado bonitinho da capital, pois, de uma forma ou de outra, você vai acabar passando por lugares bem decadentes.

Pnhom Penh rua no centro

Combustível sendo vendido em garrafa de vidro

Centro de Pnhom Penh

Emaranhados de fios nas partes mais centrais de Phnom Penh

Por outro lado, é um país seguro, de pessoas doces e gentis, e o risco que você corre é de se apaixonar! Digo, sem sombra de dúvidas, que o Camboja está entre os 5 países que mais gostei de visitar!!!

Outro fato que nos chamou a atenção foi a animação da noite pelas ruas da cidade. Vimos grupos enormes de pessoas fazendo coreografias nas praças (tinha um grupão no Wat Bottom Park), ruas cheias de gente e rituais nas margens do rio. Não se engane, Phnom Penh é muito viva!

Passe, nem que seja uma noite, pelo Night Market, um mercadão noturno, a céu aberto, onde há barracas vendendo comidas típicas ao redor e os locais levam seus tapetes para sentar e poder fazer a refeição. É algo muito interessante de se ver! O local só funciona nas sextas, sábados e domingos.

Noite em Pnhom Penh

Animação no Night Market!

Para finalizar, segue um vídeo mostrando os passeios que fizemos em Phnom Penh:

Conhecemos todos esses locais, o Tuol Sleng e os Killing Fields em dois dias e meio e achamos que caberia pelo menos mais meio dia para visitar outros lugares. Se você não tem tanto tempo disponível, mesmo assim indico passar pelo menos um dia na capital, justamente para perceber que vale a pena abrir a cabeça um pouco e não mirar apenas no circuito Angkor Wat, em Siem Reap.

O blog Viaggiando escreveu um post com um roteiro de um dia em Phnom Penh.

Veja também:

Camboja: uma história de guerra, sofrimento e renascimento

Phnom Penh a Siem Reap gastando pouco

Sudeste Asiático: onde precisa e onde não precisa de visto

Dress Code: o código de vestimenta do Sudeste Asiático

Air Asia: a low cost mais famosa da Ásia 

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20 Comentários

  1. Sempre que vejo lugares assim fico pensando em como um lugar pode ter tanta beleza, cultura, e de certa forma riqueza e ao mesmo tempo ser um lugar tão pobre. Igual nosso país 🙁

  2. Legal o seu post! Quando o pessoal pensa em Camboja, vem logo Angkor Wat na cabeça né? rs Mas li um livro esses tempos (“Vietnã pós-guerra”) bem legal. E apesar do foco ser o Vietnã tem um pouquinho dos países ali perto, por exemplo o Camboja.

  3. Que arquitetura excepcional, pessoal. Vidrei no prédio do Museu, com suas formas extravagantes, digamos assim. É um excesso de belezas, mesmo. Boa dica. BjO!

  4. E não é que tem muitos atrativos mesmo a capital? Gostei hein? A arquitetura é belíssima não?! ❤️❤️

  5. Parabéns pelo post e por mostrar que Camboja tem muito mais do que Angkor. Gosto que vocês mostram o lado real, além do mais turístico. Obrigada pela dica!

  6. Arcanjo

    Olá Gabriela, tudo bem?

    Em janeiro darei um giro de quase um mês pela Ásia, mas terei apenas dois dias em Phnom Penh. Vou ficar hospedado em um hotel na Sisowath Quay próximo ao palácio real. Pelo teu relato parece-me que é possível visitar todos os pontos de interesse à pé mesmo, não é isso? Outra coisa, como só terei dois dias lá talvez tenha que escolher entre ir ao museu do genocídio Tuol Sleng ou aos Killing Fields. Qual dos dois você recomenda mais ? Quais foram os gastos (de tempo e dinheiro) para chegar neles, principalmente nos Killing Fields que são um pouco mais distantes? Desde já agradeço.

    • Olá, Arcanjo! Tudo ótimo com a gente. E você? Sempre se aventurando pelo mundo, hein?
      Você terá dois dias inteiros em Phnom Penh? Será que não conseguiria fazer um dia de Tuol Sleng + Killing Fields e outro visitando essas atrações principais? O Tuol Sleng é dentro da cidade e mais fácil de visitar, mas os Killing Fields ficam distantes e você precisará contratar um tuk tuk (que não é caro). Sinceramente, não tiraria esses dois lugares do roteiro, mas, se fosse o caso, algumas dessas atrações daqui do post. Para chegar aos Killing Fields, calculo que tenhamos gastado uns 30 minutos, mas não me recordo do valor. Recomendo que negocie antes com o motorista.
      Abraços!

      • Arcanjo

        Olá Gabriela, tudo bem comigo sim! Pois é, de vez em quando temos que sair pelo mundo, não é mesmo?
        Não terei exatamente dois dias inteiros lá, pois chegarei no aeroporto às 8 horas de um dia e irei embora de ônibus para Siem Reap às 23 horas do outro. Talvez seja melhor visitar o mais distante logo no primeiro dia para ver o tempo que sobra para as outras coisas. Até porque, pelo seu relato, parece que ficarei muito bem localizado em meu hotel e isso pode me fazer ganhar um certo tempo nos passeios à pé. Muito obrigado pelas informações e parabéns pelo post. Abraço.

        • Isso, achei sua ideia ótima! Encontrei meu diário de viagem com alguns gastos e vou compartilhar com você: ficamos hospedados no centro e pagamos 7 dólares pela corrida do tuk tuk do aeroporto até o hotel. No dia seguinte, contratamos outro tuk tuk, que cobrou 20 dólares para levar para os killing fields, esperar a gente ver tudo por lá, depois nos levou até o Tuol Sleng, nos esperou novamente, e depois nos deixou no hotel.

          • Arcanjo

            Muitíssimo obrigado por esses detalhes Gabriela! Vou atualizar aqui milha planilha de previsão de gastos. Abraço.

          • De nada! Pode mandar mais mensagens se precisar de mais informações 😉
            Qual os outros lugares por onde você passará? Ainda tenho muitos posts para escrever sobre a Ásia e posso adiantar algum caso seja de um destino seu.

          • Arcanjo

            Gabriela, minha viagem vai ser um pouco “quebrada”. Vou passar primeiro uns nove dias no Egito, depois vou para as Maldivas e de lá para Singapura. Depois desta última vou passar uns seis dias pelas praias de Krabi e Ko Phi Phi e dessas praias vou para Phnom Penh e de lá para Siem Reap. Desta última vou para Bangkok e de lá retorno. Optei por deixar os outros países da região para uma outra viagem.

          • Wow!!! Que viagem massa 😉
            Ainda tenho algumas coisinhas para escrever sobre Singapura, Railay Beach, Phi Phi Don e Siem Reap. Não sei se os posts te ajudarão, mas vou colocar na agenda desse ano.

          • Arcanjo

            Mais uma vez, só tenho a te agradecer! Fico no aguardo então destes post que você mencionou. Abraço.

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